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Agora a sério... "José Malhoa is in da house"?!?
E que aldeia é esta, a de José Malhoa, onde naquela noite é só cu duro? Ficamos sem perceber onde é, só que há todo um surto de prisão de ventre a assolar os autóctones.
Poderemos intuir que essa mesma aldeia é algures na margem sul, pois mesmo no final, quando José Malhoa, num misto de emigrante vindo da Suíça com violador das moitas se oferece para dar boleia a uma pedestre, que o realizador do videoclip, inocentemente, tenta afastar da imagem de profissional do amor (sem sucesso), não deixa de ficar no ar a ideia que esta história se passa ali para os lados da recta da Coina.
Tudo isto acaba por resultar numa bonita imagem, própria de um arrebatador postal turístico, numa heterogénea ode ao amor e à obstipação, só estragada pelo conceito capilar de José Malhoa, que prova ser adepto da escola do "sou careca, mas se puxar o cabelo para a frente, pode ser que ninguém repare".
Não, José. As pessoas reparam. Reparam muito. E essa clareira na nuca à Frei Tuck não ajuda pevides.
Vai por mim, que eu sei.

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publicado às 19:38


O encalhado

por Inútil, em 24.07.11

Ele - Comporto-me como uma autêntica gaja nos casamentos.

Ela - Então? Choras na cerimónia?

Ele - Não, pergunto-me sempre quando é que chega a minha vez.

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publicado às 21:56


Ainda a propósito do que disse atrás

por Inútil, em 23.07.11

Nolito pode ser o melhor reforço do Benfica, mas é também aquele que tem o nome mais abichanado.

Porque um Nolito não é um jogador de futebol profissional.

É uma actividade laboral de uma prostituta espanhola.

"Mira tio, quieres un Nolito? 30€.". Pimbas.

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publicado às 00:00


Vamos lá tentar ressuscitar isto

por Inútil, em 22.07.11

E para o fazer, nada melhor que opinar sobre o defeso do Campeonato Nacional de Futebol deste ano.

Depois do descalabro da época passada, não havia muito que adivinhar.

O vitorioso Porto só precisava de um retoque, enquanto Benfica e Sporting estavam a precisar de uma pintura completa, com segunda demão incluída.

Começando pelo Porto, tudo indica que ou foi descoberto petróleo nos terrenos da antiga Torre das Antas ou as casas de alterne de Reinaldo Teles providenciam um laudo retorno financeiro.

25 milhões de euros gastos em transferência, com um passivo que ronda os 200 milhões é obra. Hulk, Falcão e Moutinho continuam de pedra e cal e Kléber promete ser reforço. São, à partida, o candidato provável à revalidação do título.

Já o Sporting, após terminar em 3º, a mais de 30 pontos do 1º classificado, resolveu optar pela purga dos aposentados.

Pedro Silva, Maniche (este era badocha, vale por dois), Pedro Mendes e companhia, tudo corrido à vassourada, mais seus respectivos salários macavencos. Reforçaram-se bem e com critério e isso vai-se reflectindo na pré-temporada. Muita atenção a Rubio, que o puto tem pinta de poder vir a ser craque.

Confesso que tenho fé nesta equipa.

Mas não para este ano.

Por último, o meu Benfica.

O caso mais bicudo, quiçá.

Contratações como se não houvesse amanhã e despedida inequívoca dos velhos símbolos do clube.

Moreira, Nuno Gomes e, ao que tudo aparenta, Luisão. Qualquer dia, Benfiquistas no Estádio da Luz, só mesmo os adeptos.

Em mais de dez reforços, há três ou quatro que lá vão enchendo o olho ou que, pelo menos, prometem vir a encher. Nolito foi de longe a melhor compra (a zero) e Bruno César o disparate do costume. Quase 6 milhões de euros por um gajo lento e arraçado de lontra são um desperdício de fundos.

Mas o pior é mesmo a construção da equipa.

Olhando para a equipa como os sabores de um gelado, Artur será a nata, a base por onde tudo começa, estável e segura. Luisão e Garay a baunilha, sabor rudimentar que pela magnificência da sua rudeza tanto acrescenta aos demais. Javi Garcia, o chocolate, sabor forte que invariavelmente trava os outros. Aimar é o morango, doce, clássico e com um sabor que teima em sobressair sobre os outros. Saviola é o pistáchio, sabor por vezes banal, por vezes exótico, depende muito da ligação que tem com os outros sabores. Todavia, sem ele os outros sabores perdem alguma da sua graça. Já Cardozo, esse é o limão, quase sempre azedo, mas de vez em quando com laivos de inspiração a transbordar frescura e um travo agradável.

O resto não passa de chocolate granulado e chantilly artificial, não só dispensáveis, como bem capazes de destoar do conjunto, assim como quem não quer a coisa.

Tudo boa gente com potencial mas igualmente capazes de muitos amargos de boca.

Em suma, três equipas candidatas, três plantéis medianamente equilibrados, uma história de intriga, vingança e sul-americanos a pontapé.

O campeonato começa daqui a duas semanas.

Por mim, começava amanhã.

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publicado às 23:43


6 Milhões de Campeões

por Inútil, em 09.05.10

 

E eu sou um deles.

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publicado às 20:32


Um dia na vida do Inútil

por Inútil, em 26.04.10


8h30: Comboio cheio por causa da greve. 25 minutos debaixo de um sovaco alheio. Alegria e júbilo.

9h30 - 18h30: Trabalho.

19h06: Apanhar comboio para casa.

19h30: Comboio parado porque alguém foi atropelado na estação à frente.

20h: Comboio ainda parado.

 

20h15: A fome aperta. Sair do comboio para ir apanhar um autocarro.

20h18: 3 minutos e 50 metros depois, ver o comboio que esteve 45 minutos parado a arrancar comigo fora dele.

20h20: À espera de autocarro.

20h40: À espera de Godot. E do autocarro.

20h45: Há fome, há sede e há exaustão. Todavia, não há autocarro.

20h50: Barriga ronca como um urso do Alasca, a fome aperta cada vez mais.

20h52: Chega o autocarro.

 

20h53: Sento-me em frente de alguém que vai a comer um croissant.

20h55: O autocarro vai demasiado devagar. Delirios com fome. Homicidio para roubo de salgadinho começa a parecer uma ideia plausivel.

21h11: Vejo uma moeda no chão a caminho de casa. É de 5 cêntimos. Os Deuses parodiam o meu infortúnio.

21h15: Chegada a casa. Esqueci-me das chaves. Desejos de uma morte rápida e fim de sofrimento.

 

21h30: Amanhã é outro dia. Que começa com uma visita ao dentista.

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publicado às 21:45


Subtil ironia

por Inútil, em 12.04.10

No meio de toda esta episcopal salganhada, com padres debochados e petizes desgraçados (ora aí está um bom nome para um filme porno) a levarem demasiado à letra o velho aforismo do "vinde a mim as criancinhas", há que louvar a capacidade da Agência Ecclesia em conseguir entortar ainda mais algo que já não estava muito direito.

Frequentemente vistos como gente carrancuda e taciturna, estes dignos jornalistas de batina dão provas de elevado sentido de humor e capacidade de fazer pouco da desgraça alheia ao publicarem noticias com cabeçalhos como este:

 

 

Vejamos.

A ideia por trás (sem ironias) da noticia até é boa, apesar de pecar por tardia. Mas lá está, esfíncter papado, trancas à porta. Um guia para ajudar as vitimas, sim senhor, tudo bem. É de louvar. Mas porque não chamar-lhe isso mesmo em vez de um pomposo cabeçalho que soa mais a lançamento de livro de auto-ajuda para abusadores, um faça você mesmo da badalhoquice?

Tudo bem que estamos num novo século, há que abrir as portas a novos fregueses. Mas com um mínimo de critério, senhores...

Se a Al-Qaeda lançasse um guia chamado "guia sobre atendados a prédios grandes" o que é que poderia ser subentendido daqui?

Não sei. Mas uma atitude fofinha para com as vitimas não seria certamente.

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publicado às 23:51


Somos os maiores, foda-se!

por Inútil, em 18.03.10

 

Diziam os jornais desportivos franceses de hoje que o Marselha tinha a eliminatória na mão. Ora pois então. Ide allez apanhar na peida mas é.

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publicado às 20:24


Do ambiente

por Inútil, em 04.03.10

O ambiente já não é o que era.

A degradação de ecossistemas é proporcional ao crescimento e modernização da sociedade. Os glaciares degelam, as estações do ano já não são tão fiáveis como antigamente e centenas de espécies juntam-se diariamente aos dôdôs na lista de bicharada extinta ou em vias de o ser.

A coisa está preta.

Vale o espírito criativo de uns quantos marmelos que andam por aí a inventar soluções para fazer as pazes com a mãe natureza. Reciclagem, carros híbridos, tudo vale para remendar os erros cometidos.

Ideias não faltam, mas confesso que a minha favorita é aquela que se rege pelo slogan "if it's yellow let it mellow, if it's brown flush it down".

E no que consiste isto? Basicamente, em poupar água. Como? Usando o autoclismo somente para despachar resquícios digeridos, sendo que os alívios da bexiga não são justificativos de uma descarga do dito dispositivo sanitário. Incentiva, aliás, a que se aproveite o momento do duche matinal para descarregar a carga da bexiga. Ora, para mim, isto vai um bocado contra toda a ideia de higiene a que remete o conceito de banho.

Da mesma forma, deixar a urinadela matinal a macerar no fundo da sanita não me parece ser algo remotamente higiénico. Tudo bem, que há empenho em salvar o planeta. Mas a que custo? Em suma, o que este conceito faz é colocar o ser humano perante um dilema: poupar na água e favorecer a ecologia ou renunciar à sociedade civilizada tal como a conhecemos.

O que virá a seguir? Um movimento a incentivar o cidadão a cagar só uma vez por semana para poupar no papel higiénico? Se assim for, meus amigos, a mãe natureza bem pode ir para o raio que a parta, porque antes de ecologista, serei sempre um gajo asseadinho.

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publicado às 23:50

Só tenho uma coisa a dizer: a Silvia Alberto continua a ter as melhores pernas da televisão nacional.

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publicado às 23:42


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Onde é que anda aquilo?

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