...está frio na rua. Não é aquele frio do “
epá, é melhor vestir um
casaquito que ‘tá
frescote”, é mesmo aquele do “Olha ali pá, um esquimó na fila do padeiro”. É nestas alturas que eu suspiro com a demora da sociedade em aceitar a hibernação como um acto totalmente corriqueiro.
...folgo saber que a larga maioria de malta que já votou ali na caixinha do lado me acompanha nesta luta de desdém contra o chapéu-de-chuva.
...o Glorioso vai iniciar uma jornada de 3 jogos lixados. A Académica mais logo, o Milan na 4ª e o Porto sábado que vem. Ganhar os três não é assim tão complicado. É só deixarem-se de vedetismos e jogarem mais como estes amigos aqui ao lado. E cheira-me que de hoje a uma semana o grande Cebola vai deixar muito boa gente a chorar.
...marquei uma ida ao dentista para sexta-feira, está na altura de fazer a tradicional limpeza. Como não é nada de mais, acho que basta entrar em pânico só na véspera.
...não sei se já tinha dito, mas está um frio de rachar. Acho que vou tirar a lasanha do forno e tentar anichar-me lá dentro, onde está mais quentinho.
...tive de ir fazer compras ao supermercado. Se há algo que se assemelhe ao acto de ir às compras a uma grande superfície num fim-de-semana, essa coisa é uma ressaca tramada. A diferença é que em vez de me compadecer com o clássico “nunca mais bebo, nunca mais bebo”, o pranto é mais para o “nunca mais me enfio aqui num fim-de-semana, nunca mais me enfio aqui num fim-de-semana”. Obviamente, ambas são promessas que, mais cedo ou mais tarde, acabam por cair em saco roto. É pena.
...parece que Ramos Horta se lembrou de propôr Durão Barroso para prémio Nobel de Paz. A acontecer isso, será a primeira vez que se nomeia um antigo gatuno de peças de mobiliário para tal prémio.
...cheira-me que vou passar a noite debaixo de um iglo de mantas, a assistir à primeira das tais vitórias do Benfica e ver um filmezeco. Estou hesitante entre o Alta Fidelidade e O Império Contra-Ataca.
...não tenho mesmo nada de jeito para dizer.