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Dormir em pé

por Inútil, em 25.07.07
Ou andar com a cabeça na lua. É o que eu sei fazer melhor.
Depois de uma noitada ontem e poucas horas de sono em cima, cheguei hoje de manhã ao estacionamento do El Corte Inglés para lá deixar o meu veículo.
Tranquei a porta, peguei nas minhas matrucalhas e fiz-me à estrada. Eram 10 horas.
Às 19h, enquanto me preparo para iniciar a jornada de regresso a casa, constato que já não tenho em minha posse a chave da viatura.
Pânico.
Toca de vasculhar tudo o que é bolso e nada de chave. Dentro dos sacos e malas, nada de chave.
Num momento de clareza, tive um flash e visualizei mentalmente onde tinha deixado a chave. Espectacularmente pendurada ao abandono na tranca da porta do carro, pois então.
Na ténue esperança que em 9 horas de exposição ao público ninguém se tivesse lembrado de levar o meu bólide emprestado, ou, na melhor das hipóteses, pilhado o conteúdo do porta-luvas, fui a correr para o estacionamento.
Não consegui evitar um suspiro de alívio, assim que dobrei a esquina e o vi lá no fundo, o meu lindo GU, fiel companheiro de viagem.
Acontece que ao início da tarde, um dos seguranças do El Corte, ao fazer uma vistoria de rotina pelo parque, vislumbrou a bela da chave enfiada na porta do carro.
Num lampejo de honestidade e civismo, o profissional da segurança arrecadou a chave ao bolso e entregou-a aos cuidados do serviço de apoio ao cliente, tendo a amabilidade de me deixar um catrapázio no pára-brisas explicando o que havia sucedido.
Ainda fiquei a pensar se no serviço de apoio ao cliente não haveria uma espécie de quartinho do castigo para quem perde as chaves do carro, onde uma funcionária do estabelecimento, depois de nos dar uma valente reprimenda e uma reguada nas mãos, nos obriga a escrever 100 vezes num quadro "Não voltarei a fazer os senhores do El Corte Inglés perder tempo e paciência devido à minha destrambelhice".
Mas não, eles são uns amores de pessoas.
Um grande bem haja para eles e para o meu novo herói, o segurança vigilante.
Afinal, foi graças a eles que eu não vim de táxi para casa.

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publicado às 23:35



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