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A evolução da asneira

por Inútil, em 15.04.08

1. Asneirinha - Fazer uma aposta.

2. Asneira - Fazer uma aposta com uma mini a mais no bucho.

3. Asneirota - Fazer uma aposta, com uma mini a mais no bucho, sobre algo que não se sabe ou não se pode controlar.

4. Asneirona - Fazer uma aposta, com uma mini a mais no bucho, sobre algo que não se sabe ou se pode controlar, cujo castigo em caso de derrota implica vergonha pública.

5. Asneirada - Fazer uma aposta, com uma mini a mais no bucho, sobre algo que não se sabe ou se pode controlar, cujo castigo em caso de derrota implica vergonha pública, relacionada com um jogo do Benfica.

6. Cagada Total - Fazer uma aposta com um Sportinguista quanto ao jogo de amanhã, que determina que a parte sem sucesso tenha de andar uma noite inteira com o cachecol da equipa vencedora ao pescoço.

 

Só aqui entre nós, que mais ninguém nos ouve... não estou assim tão confiante.

Existe alguma legislação de apostas? Há por aí algum jurista especialista na área? Como é que eu me safo em caso de derrota? Posso invalidar um resultado aborrecido para a minha pessoa?

Socorro.

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publicado às 01:43


Uma questão de ideias

por Inútil, em 13.04.08

Não há ideias tão imbecis como aquelas que são pré-concebidas, as que aceitamos como verdades dogmáticas sem nunca as termos testado previamente.

Funcionam às mil maravilhas na nossa cabeça, mas acabam sempre por dar em cagada quando postas em prática. O mundo real logo se encarrega de desmistificar essas ideias gloriosas e transformá-las em desilusão.

Ou em desastre.

Aqui há uns anos comprei uma embalagem de croissants congelados, daqueles que se metem no forno e ficam prontos enquanto o diabo esfrega um olho.

Levei-os para o meu local de trabalho, na eventualidade de me dar a fome.

Deu-me a fome.

Li minuciosamente as instruções dos acepipes e deixei-os a aquecer durante vinte minutos, à temperatura máxima. Tal como estava explicado.

A única diferença é que resolvi usar um microondas em vez de um forno. E isto porquê? Porque na minha cabeça tinha formulado a ideia que um microondas é exactamente a mesma coisa que um forno.

Não é.

Fui dar uma volta e regressei vinte minutos depois.

Havia uma fumarada tal que só faltava aparecer o D. Sebastião a galope no seu cavalo branco. Agarrei num pano e tentei afastar o fumo dos detectores de incêndio.

Não resultou.

Dois segundos depois, os alarmes tocavam de forma histérica, os corredores estavam inundados por nuvens densas de fumo e um aborrecido odor a queimado espalhava-se pelo ar como se fosse a peste negra.

Vieram policias e vieram bombeiros. O pânico ficou instalado.

Poucas vezes vi uma cara de desilusão tão genuína como aquela que fez o meu chefe ao ver-me com uma travessa de croissants queimados na mão.

O bandido com a arma do crime, apanhado em flagrante.

Foi pena, mas aquilo que parecia ser tão boa ideia na altura, acabou por se transformar num perfeito disparate.

Se fome tinha, com fome fiquei. Mas a culpa não foi minha. Foi das ideias pré-concebidas.

As cabras.

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publicado às 23:06


Vendo barato

por Inútil, em 12.04.08

 

Depois do jogo de ontem, estou receptível a qualquer tipo de proposta.

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publicado às 03:35

- Não devia ter comido tanta dobrada.

 

- É contigo que eu mais gosto de acasalar.

 

- Olha lá, isto mete-se onde?

 

- Por acaso não tens uma irmã mais nova?

 

- Tem graça, visto dali, isso parecia maior.

 

- Tens carinha de modelo mas o teu rabo é um continente.

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publicado às 15:34


O Deus decide

por Inútil, em 10.04.08

Sou adepto de escutar conversas alheias enquanto vou no metro. Quanto mais não seja, porque de vez em quando lá se apanham diálogos que dão para rir um bocadito.

Como aquele que presenciei entre duas beatas devotas hoje de manhã.

Discutiam o divórcio da filha de uma delas. Só depreendi isso quando ouvi a expressão "agora a minha filha quer o divórcio", até porque pela terminologia utilizada na cavaqueira bem que podiam estar a dissertar acerca da maior rameira do mundo.

"Não obedece à lei de Deus", dizia uma, ao que a outra retorquia "no meu tempo não era preciso gostar do marido, os casamentos eram para durar".

Banhado por todas aquelas ondas de amor cristão, senti-me realmente convertido à coisa quando a mãe da meretriz soltou um profético "talvez se arrependa quando for julgada por Deus". Frase digna de um Moisés, pelo menos.

Admito que a questão do julgamento divino sempre me suscitou algumas dúvidas.

Usará Deus aquele martelinho parecido com o que se usa para partir sapateiras?

Se não concordar com o veredicto, poderá o réu recorrer?

E apela a quem, ao Supremo Tribunal do paraíso?

Não faço a mais pálida ideia.

A única certeza que tenho é que havendo julgamento divino, este será feito sem advogados.

A não ser que seja possível ir recrutá-los lá abaixo.

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publicado às 16:01

Ela - Amor?

Ele - Sim?

Ela - Não me apetece jantar em casa. Vamos jantar fora? 

Ele - Olha, boa ideia. E o que é que te apetece? Chinês? Italiano? Sushi?

Ela - Não sei, é-me indiferente.

Ele - Que tal irmos à pizzaria ?

Ela - Pode ser...

...

 

Ele - Então? Essas entradas estão boas? Têm aspecto disso...

Ela - Sim. Mas o que ia mesmo bem era um crepe.

Ele - Então porque é que não disseste que querias ir ao chinês?

Ela - Porque tu querias vir à pizzaria.

Ele - Perdão?

Ela - Sim, foi o que tu disseste.

Ele - Eu dei-te três ou quatro ideias e tu disseste que te era indiferente!

Ela - Mas depois optaste pela pizzaria.

Ele - E tu disseste que podia ser!

Ela - Porque te apetecia ir.

Ele - Limitei-me a sugerir e tu concordaste! Se querias chinês, porque é que não disseste nada?

Ela - Para te fazer a vontade.

Ele - A minha vontade era jantar! Dar ao serrote! Italiano, chinês, vietnamita, neozelandês, tanto faz! Não digas é que se não fomos ao chinês foi porque eu não quis!

Ela - Pois, é o costume. Tinha que ser eu a má da fita.

Ele - Só não fomos ao chinês porque tu tens essa mania insana de complicar tudo aquilo que à partida é fácil.

Ela - Escusas de ser assim tão agressivo!

Ele - Tens razão, desculpa.

Ela - Não faz mal. A culpa também foi minha, realmente compliquei um bocadito as coisas.

Ele - Ainda bem que nos entendemos. Agora diz-me lá, que este diálogo todo abriu-me o apetite: vamos pedir o quê?

Ela - Ah, não sei... escolhe tu.

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publicado às 03:03


Detesto ir cortar o cabelo

por Inútil, em 04.04.08

Saí de casa receoso.

Ir cortar o cabelo é sempre uma incógnita. A eficácia do corte depende da disposição do artesão da tesourada no próprio dia. Se ele estiver bem disposto, talvez corte como eu quero. Em caso de dia não, saio de lá com um mohawk, na melhor das hipóteses.

Entrei, sentei-me e esperei pela minha vez.

Dez minutos depois, estava na cadeirinha do castigo, de frente para o espelho, dando um último olhar à minha farta cabeleira.

Eu disse-lhe "é só para tirar um bocadinho, dê só um toque nas pontas como é costume".

Fui claro, eloquente, exprimi-me de forma correcta e compreensível.

"É mesmo só para limpar um bocadinho toda esta juba, não quero que fique muito curto", pedi eu, educadamente, num timbre de voz calmo e sereno, bastante amigável até.

Mas não. Aquele carniceiro deixou-me com um visual próprio de quem teve um surto de piolhos em casa.

Ninguém gosta de ouvir palpites sobre como fazer o seu trabalho.

Mas bolas, isso também não é razão para me fazer um corte de cabelo à  humpty dumpty!

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publicado às 21:33


Fica para o ano

por Inútil, em 04.04.08

Parece que amanhã vai haver paródia na Invicta.

E é justo, sim senhor.

Se houve equipa que fez por ganhar alguma coisa cá dentro este ano, foi o FCP.

Mas do mal o menos. É da maneira que fazem a festa lá para cima e eu não tenho que os aturar cá em baixo.

Tenho confiança num futuro mais auspicioso e a certeza que para o ano é que vai ser.

Mas por agora...

 

 

 

Beck - Loser

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publicado às 19:27


Anti-clímax

por Inútil, em 03.04.08

Ela: Diz-me coisas porcas.

Ele: Não mudo de roupa interior há quatro dias.

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publicado às 16:00


Ainda sobre as mentiras

por Inútil, em 02.04.08

Apesar de certas filosofias defenderem que a verdade liberta ou que é impossível ter uma vida espiritualmente completa fazendo recurso à mentira, a sinceridade extrema acaba por ter resultados mais danosos que a falsidade.

Convenhamos, dizer a verdade nem sempre é a melhor opção, até mesmo por questões de cortesia e delicadeza.

Por mais integra que seja a educação de uma pessoa, ela vai sempre mentir e dizer aos amigos "o vosso bebé é lindo", apesar do puto ter umas orelhas que fazem lembrar as de um pastor alemão.

Por mais nobres que sejam as minhas intenções, nunca irei ter a hombridade de admitir junto dos outros ocupantes do elevador que fui eu o animal que se lembrou de soltar gás.

Da mesma maneira, talvez seja mais aceitável despedir-me de uma namorada dizendo "não és tu, sou eu", em vez de "desculpa lá, mas és uma porca convencida". E rematar com um clássico "espero que possamos continuar amigos", apesar de a não a querer voltar a ver nem pintada de amarelo.

Vendo bem as coisas, é mais fácil aceitar uma mentira do que assimilar a verdade. Menos doloroso, por vezes.

É tudo uma questão de interpretação de pontos de vista: mentimos para benfeitorizar a nossa vida ou facilitar a vida aos outros?

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publicado às 18:13



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