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Um povo Poliglota

por Inútil, em 08.09.05
Sempre que via uma reportagem com o Zézé Camarinha a tentar falar inglês pensava que ele exagerava conscientemente nos erros de idioma (como o clássico "put a crim namber faive"). Após as minhas últimas férias, perto de Portimão, cheguei à conclusão que estava errado. O Algarve deve ser uma espécie de "Twilight Zone" para a lingua inglesa. As seguintes fotos foram tiradas no apartamento onde estive alojado e... bem, acho que falam por si mesmas.


Quem fez este cartaz acredita na precocidade. De outro modo, não pediria para que a conta fosse paga um dia antes de viver. Também gosto do facto da hora do barulho ser diferente para lusófonos e anglófonos. Se os tugas têm de manter silêncio a partir das 23h, os camones têm de estar sossegadinhos até essa hora (before 23h00).


Também gosto deste. Traduzido seria algo assim: "A Gerência, informa nos dias de areia e dias de feriado, nós não fazer a limpagem nos apartamentos. Só removemos o saco das tretas". Ou algo assim deste género, não sei. Ultrapassa-me por completo.


Aposto que este é especialmente dirigido a todos aqueles que praticam a arte do sapateado, pois pede directamente ao cliente que não use os sapatos do barulho, pois provocam... barulho. É uma boa lógica. Já nem vou falar do "insaide", pois é um fraquinho detalhe quando comparado com o resto.

E assim vão as coisas em Portugal, ou como diria o gerente destas instalações "this way the fings gois in Portgal".

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publicado às 21:03


Stand up tragedy

por Inútil, em 08.09.05
Sempre fui muito dado às artes de palco. É pena que nunca ninguém tenha dado por isso e aproveitado o meu talento. Enfim, mais uma grande carreira que se perde.
Desabafos à parte, deixem-me partilhar convosco uma visão. O futuro do entretenimento. A Stand up Tragedy. Estão todos familiarizados com o conceito de Stand up Comedy, certo? Vá, aquele de vós que nunca viu o "Levanta-te e ri" que atire a primeira pedra. Agora pensem no mesmo conceito, mas ao contrário! Em vez de um escabreado apresentador a soltar larachas atrás de larachas, levando o público ao descontrolo urinário de tanto rir, teriamos um apresentador soturno, com olheiras, aspecto cadavérico, assim uma mistura de conde drácula com sem abrigo, a contar as desgraças e agruras da sua vida.
Parece que já estou a ver:

Apresentador - E agora com vocês, o pobre Batista Dinho.

Público bate palmas - clap clap clap

Batista Dinho - Obrigado pelas palmas. Vocês são um público tão bonzinho... nunca ninguém foi bonzinho comigo.

Público entra em comoção. Aqui e ali ouve-se um sniff sniff.

Batista Dinho - A minha santa mãezinha acorrentava-me ao radiador na dispensa e batia-me com um cano de borracha. O meu paizinho, que Deus tenha, sempre que o Sporting ganhava, abusava de mim. Não aconteceu muitas vezes, é certo, mas quando perdia, apanhava porrada da meia-noite.

Ouve-se alguém a chorar baba e ranho. Os espectadores mais sensiveis desmaiam.

Batista Dinho - A minha tia Umbelina estava sempre a dizer em público que eu fazia xixi na cama. O pantufa mordia-me. O tareco arranhava-me. Ninguém gostava de mim. Sou um infeliz.

Ao fim de cada desabafo, em vez de soltar gargalhadas histéricas, o público chora copiosamente.

Digam lá se não é uma bela ideia! Faço ideia de a comercializar junto da TVI com o nome "Senta-te e chora". Sem intenção de fazer concorrência a quem quer que seja.

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publicado às 04:12


Cu de bêbado não tem dono

por Inútil, em 01.09.05
Esta noticia não merece muitos comentários. Fica aí o recorte:

Moral da história: se calharem a ir ao Brasil vejam lá no que se metem... em vez de vos saír o brinde, ainda podem ter que apanhar com a fava.

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publicado às 21:14


A César o que é de César

por Inútil, em 01.09.05
O PS vive dias agitados. O processo de escolha de um candidato às Presidenciais capaz de rivalizar com a mais que eminente candidatura de Cavaco Silva foi finalmente concluído. Neste caso, o processo de escolha de candidato resume-se a Jorge Coelho e António Costa a implorarem ao velho Bochechas que volte à acção. Tenho que admitir que discordo desta decisão. Manuel Alegre, após ter sido candidato de fachada (Sócrates já era vencedor mesmo antes de haver votação, digo eu) nas eleições para secretário-geral do PS, foi esquecido. O deputado poeta merecia um pouco mais de consideração do seu partido e principalmente do seu companheiro de armas Mário Soares. E já nem estou a falar do factor idade! 81 anos? Mas alguém está a imaginar o homem em campanha intensa pelo país fora durante três semanas? E se tem de andar à batatada na Marinha Grande outra vez? Dá com o andarilho no agressor? Não tenho fé em entregar a condução do país a alguém que tem de se levantar 7 ou 8 vezes por noite para ir à casa de banho. Ou que eventualmente use fraldas. Ou ambas.
Mas não culpo o Soares sénior, culpo o Soares júnior. Após estes indicios de desvios comportamentais, o antigo presidente da câmara de Lisboa podia ter metido o pai num lar de idosos, como qualquer tipico Português.
Mas enfim, os barões socialistas encontraram o seu candidato ideal e Soares vislumbra nova hipótese de tacho.
Tal como dizia Cristo, momentos antes de saber o que sente um ginasta na modalidade de argolas, a César o que é de César.

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publicado às 03:07

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