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Conselhos do Inútil

por Inútil, em 14.01.10

Meninos e meninas, sempre que julgarem que vão sozinhos no comboio e sentirem uma necessidade súbita de assobiar músicas dos Bee Gees, verifiquem sempre primeiro se na estação anterior não entrou ninguém que se tenha sentado sorrateiramente dois bancos atrás de vós. É coisa para vos poupar um posterior sentimento de vergonha tremendo.

Acreditem, eu sei do que falo.

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publicado às 16:11


Um conto de fadas

por Inútil, em 12.01.10

Uma vez, há muito tempo atrás, existiu uma mulher que não se irritava, protestava por tudo e por nada e não tinha desequilíbrios hormonais de vez em quando.

 

Mas isso foi só uma vez e há mesmo muito tempo atrás.

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publicado às 12:50


Haiku de Inverno

por Inútil, em 11.01.10

Brrr. Está fresquinho.

Pinguins saltitam pela rua.

Tenho pingo no nariz.

 

Lenços de papel

Árvores mortas já são mais de mil

Continuo ranhoso.

 

Cama quente

Lugar acolhedor tão difícil de deixar

de manhã para ir trabalhar.

 

Meias de lã

Mas os meus pés continuam gelados

Preciso de uma escalfeta.

 

Perguntavam os Delfins

poderá o inverno nunca ter um fim

E eu respondo era bom que sim.

 

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publicado às 23:06


Enter the bride

por Inútil, em 08.01.10

Foi hoje aprovado no Parlamento o alargamento do casamento a casais homossexuais. Acho bem, cada qual é livre de casar com quem bem lhe apetecer. E não me venham cá com aquela já clássica do "ai Jesus, que assim no futuro não há casais normais e as crianças não nascem". Então não nascem, senhores? Ainda ninguém sabia o que era um padre e já andávamos aí a acasalar que nem uns perdidos. E sem matrimónio, imagine-se. Deixem-se de palermices, mas é.

Adiante. 

Para além daquela ninharia de serem finalmente reconhecidas algumas liberdades individuais, é de realçar o possível impacto positivo desta medida na economia nacional. Diz o director da ExpoNoivos que "o ‘efeito novidade’ poderá levar alguns casais gay a gastar mais do que o casal heterossexual médio". Vêem? Se o Amâncio Ortega, presidente da Inditex, sonha com isto, vamos ter a Zara a fazer vestidos de casamento a curto prazo.

E toca de entrar mais investimento estrangeiro em Portugal, que até o Teixeira dos Santos se veste de Carmen Miranda para comemorar.

Não deixa de ser curioso que a legalização do casamento gay tenha sido aprovada no mesmo dia em que foi inaugurada a ExpoNoivos.

Coincidência?

É possível, não sei. Sei que quem agradece é a Barraqueiro, pelos três autocarros que foram fretados pelos membros do Clube de Fãs do Elton John de Avintes para se deslocarem ao dito certame.

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publicado às 19:42


Em êxtase

por Inútil, em 08.01.10

Portugal vive hoje um dia histórico. Não, não estou a falar do casamento rabiço. Refiro-me à exposição que foi hoje inaugurada onde são apresentadas as fotos das caras de prazer de Clara Pinto Correia durante o coito. A sério, era mesmo isto que eu queria, ver as expressões de deleite da senhora (menos a fotografia nº 9, onde parece que lhe estão a pôr vinha de alhos no pipi). Ora, depois do episódio do plágio, a escritora já não tinha muito mais para onde se virar, portanto enveredar por estes campos, por muitas criticas que se façam ouvir, é uma opção compreensível. Quem sabe, talvez uma colaboração com Sá Leão como seguimento da coisa. A capacidade literária e neo-artística da escritora aliada ao know-how do realizador poderia resultar numa interessante colaboração. Há, por exemplo, potencial para uma nova adaptação cinematográfica de Madame Bovary, mas numa vertente mais erótica, A Madame e o Ovário.

Como as boas ideias têm a tendência de ser plagiadas (não é assim, Clara, minha marota?), espero agora pela exposição com as caras de êxtase do Professor Marcelo Rebelo de Sousa ao assar frangos e um ensaio fotográfico de uma depilação às virilhas de Odete Santos. Poderia vir também acompanhado de um texto lírico como aquele que acompanha as fotos de Clara Pinto Correia. Qualquer coisa assim:

 

"O sólido dos meus olhos fixava-se no horizonte, acompanhando oniricamente o liquido da cera. Splash, splash, é o barulho da amazónia a extinguir-se. A proletária da depilação fita-me com um olhar lânguido. Avante, digo eu. Avante."

 

É que era mesmo disto que o país estava a precisar.

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publicado às 17:26


Referenda-mos

por Inútil, em 06.01.10

A plataforma Cidadania e Casamento entregou na Assembleia da República uma petição para decidir em referendo a sorte do casório gay em Portugal. Em primeiro lugar, há que realçar o nome desta massa associativa. Cidadania e Casamento. É inteligente diferenciar os dois termos e apresentá-los isoladamente porque se há coisa que a história matrimonial portuguesa nos tem ensinado é que a cidadania no casamento se reflecte no número de cintadas aplicadas pelos maridos nas respectivas. Se esta petição surtir o efeito desejado, prevejo que num futuro próximo a mesma plataforma entregará uma petição com vista a legalizar a violência doméstica. Só mesmo para manter a tradição, porque isto de uma sociedade sem valores não tem graça nenhuma.  

E dizem vocês "epá, ò Inútil, não gozes com coisas sérias porque isto da violência doméstica é um flagelo". Têm toda a razão. Acho até que esse devia ser um dos argumentos principais a favor da legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Um bate-chapas balofo não sentirá tanta motivação para desancar outro bate-chapas balofo como teria para dar traulitada numa simpática senhora de metro e meio. Só vantagens.

Agora mais a sério, não consigo compreender todo este aparato em relação ao casamento homossexual. Dizem os aspirantes a pastorinhos de Fátima que é contra a ordem natural das coisas e Deus não criou o mundo assim. Pois não. Criou como? Meteu lá o Adão, a Eva e a cobra. Se eu fosse o Adão e tivesse de escolher entre uma Eva e uma serpente, não ia ter muita margem de manobra, pois não? Até porque a serpente era capaz de não estar para aí virada e o 112 ao sétimo dia ainda não tinha sido inventado. Imaginemos que aquilo no paraíso era Adão, Eva e Osvaldo. Quem é que nos garante que, havendo mais opções, Adão não ia dar numa de carinho masculino? Não sabemos, pois é...

Tudo isto para dizer que quando se fala de alguma liberdade humana capaz de causar comichão aos velhos do Restelo da sociedade, é logo de referendo para cima. O referendo está para estes comichosos como o panadol está para os hipocondríacos, qualquer dorzinha de nada e é logo pimbas, bota abaixo. É um exagero, senhores.

Mais dramático que o casamento gay foi a decisão do Parlamento de aprovar o diploma para limitar a quantidade de sal no pão. Isso sim, foi chato! Isso sim, foi contranatura! Mas aí já não se lembraram de criar a plataforma Cidadania e Pão à Antiga nem de recolher assinaturas para uma petição como esta, não é? Mas deviam! Quanto mais não seja, por uma questão de coerência. Porque pão sem sal é do mais roto que pode haver.

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publicado às 17:57


O preço da nudez em Portugal

por Inútil, em 05.01.10

Ruth Marlene.

Este é um nome a reter. Não porque canta como uma bezerra com laringite mas porque aceitou tirar a roupa para a Playboy por uns singelos 800€.

É esse o preço actual da nudez publicável em Portugal. E por aí se vê a nossa pequenez.

Por 800€, aceitaria que me fotografassem os calcanhares. Ou então nudez integral por 800€ mas com 25€ de royalties por cada página afixada nas paredes das oficinas da Nação.

800€ é o preço de uma bimby. Anseio pelo dia em que Ágata se dispa por um fogão meireles e um trem de cozinha. Só as mulheres da tribo dos Massai se despem por menos e é para a National Geographic, que é uma espécie de Playboy antropológica. É esta a imagem que queremos passar para o exterior? Não, assim não vamos lá.

Nem assim, nem mantendo a linha de escolha de capas para a revista. Já tivemos a Ana Malhoa, agora foi a Ruth Marlene. E a seguir, meus amigos? A Dina? A Cândida Branca Flor? Uma edição especial com Ana Faria e os Queijinhos Frescos, agora já crescidos? Hum? Pois é... 

Podemos dar graças ao senhor de não existir uma Playgirl, pois as hipóteses de ver uma edição de Natal com os Diapasão tal como vieram ao mundo não seriam assim tão descabidas. Possivelmente a troco de um jerrican de tinto do Cartaxo e um presunto de Chaves.

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publicado às 17:36


"Tenho um macho alfa cá dentro"

por Inútil, em 05.01.10

 

Só é pena ser mais vesgo que a Rita Pereira.

Aqui.

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publicado às 17:03


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