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Um conto de Natal

por Inútil, em 30.11.09

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publicado às 15:15


A tchim

por Inútil, em 26.11.09

Convenhamos, se há coisa na qual nós, portugueses, somos exímios é a panicar por tudo e por nada e conseguir fazer de qualquer coisinha mínima uma razão para histeria em massa.

Exemplos não faltam, sendo que esta palermada da gripe A é o mais recente.

E dizem vocês, "epá, ò inútil, olha que isto é maleita agreste e já matou gente para chuchu".

Sim, é verdade. Mas também não será mentira dizer que todos os anos a boa velha gripe normal dá igualmente trabalho aos coveiros. A gripe A é isso mesmo. Uma gripe. Apanha-se mais facilmente, é certo, mas ainda assim não deixa de ser uma gripe. Ao fim e ao cabo, é aí que reside a diferença entre estas duas enfermidades, na facilidade de propagação.

Bom... aí e no facto do medo da doença ajudar os meios de comunicação social a vender e a indústria farmacêutica a atingir maiores lucros. Mas isso já é especulação.

A verdade é que hoje em dia ninguém pode dar um espirro na rua sem que se afaste toda a gente, como se estivessem na presença de um gajo com ébola. Tudo por causa do medo histérico da gripe. O mesmo medo que vai levar as urgências de tudo quanto é hospital a entupir quando chegar a altura das frugais gripes e constipações de inverno, aí sim, aumentando cabalmente o perigo de contágio.

O português já tem o desagradável hábito de ir ao hospital por dá cá aquela palha. Neste contexto, prevejo que à primeira fungadela, vá tudo a correr loucamente para as urgências, lenços de papel numa mão e testamento na outra.

Porquê? Sei lá. Porque somos parvos. Porque o medo se sobrepõe à racionalidade. Porque é mais fácil entrar em pânico do que tomar conhecimento dos sintomas da gripe A. Ou então só por ser mais fácil ir a correr para o hospital e não pensar que aí, efectivamente, há sérias hipóteses de apanhar um enfermo (estafermo...) que me possa contagiar.

O que sei é que não deve haver receio em andar de transportes públicos, permanecer em áreas bastante frequentadas, etc. Nem que seja de máscara, que isso não faz mal a ninguém. Mas numa urgência de hospital, meus amigos, só me apanham de escafandro.

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publicado às 18:37


Ainda a propósito das festividades

por Inútil, em 24.11.09

Também não percebo esta insistência recente em comemorar o Halloween.

No meu tempo, havia o pão por deus, forma tradicionalmente portuguesa de meter putos a atazanar a paciência dos vizinhos, pedindo guloseimas ou outras oferendas meramente simbólicas.

Nada destas mariquices importadas. Já temos um carnaval por ano e acho que chega perfeitamente. Ou seremos assim tão aculturados que precisamos de começar a importar feriados e festividades?

O que virá a seguir? Passamos também a celebrar o Kwanza e o Saint Patrick's Day? Já faltou mais, bolas.

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publicado às 16:56


Natal em Novembro

por Inútil, em 23.11.09

11 de Novembro.

Foi este o dia em que vi a primeira montra decorada com pinheiros, fitinhas, luzes e outros motivos alusivos ao Natal.

44 dias antes da data da coisa. É obra.

Os anúncios em doses elefantinas a bonecas e perfumes, esses já tinham começado em Outubro.

Ou os comerciantes são gajos inacreditavelmente embutidos de espírito natalício ou então sou eu que ainda tenho uma visão antiquada da coisa. Porque na minha cabeça faz tanto sentido começar a celebrar o Natal em Novembro como comemorar a Páscoa a partir de Fevereiro ou organizar desfiles evocativos do 25 de Abril em Março.

E dizem vocês "Epá, ò Inútil, o Natal é mais que um feriado, é uma quadra festiva, não se festeja só o nascimento do Salvador".

Tudo bem, está certo. Mas não será antecedência a mais? Duas semanas de antecipação chegavam perfeitamente. 50 dias já é algo que rasa o exagero. Comemora-se o quê neste período? O oitavo mês de gestação da Mãe do Messias?

Não me lixem.

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publicado às 18:56


Dos apuramentos

por Inútil, em 19.11.09

O Prof. Queiroz lá conseguiu fazer o que lhe competia e apurou a sua pandilha de mercenários para o Mundial de futebol na África do Sul, depois de resultados menos positivos com colossos do futebol europeu como a Dinamarca e a Albânia.

Dizer que jogamos mal para ananases e que o Carlos Queiroz faz ali tanta falta como a fome começa a tornar-se repetitivo.

Posto isso, vou antes falar do golo com que a França se apurou para a mesma competição. Aquela mão do Henry faz a mão de Deus do Maradona parecer coisa de amador. A diferença é que em 1986 não existiam árbitros de baliza nem bolas com sensores. E isso leva-me a questionar o porquê destas evoluções nas regras do desporto rei. Quer dizer, se há mais atenção na fiscalização dos lances mas os erros são os mesmos então alguma coisa deve estar mal.

Gostava de ouvir a opinião do Presidente da UEFA quanto a isto, mas à luz dos acontecimentos recentes e sendo Platini francês, não estou a ver isso acontecer.

Se está mais que visto que quer sejam 2 ou 80 os árbitros em campo as asneiras continuam a acontecer, porque não passar antes a punir exemplarmente os jogadores causadores de infracções não sancionadas como esta? Seria totalmente descabido afastar o Henry por um ano da selecção gaulesa depois daquela mão intencional que afastou a Irlanda do Mundial?

Acho que não. E talvez fosse mais proveitoso que encher cada vez mais o relvado com gajos vesgos, vestidos de amarelo e de apitos na boca.

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publicado às 18:09


That was it

por Inútil, em 17.11.09

Estreou aqui há tempos nas nossas salas de cinema o último legado de Michael Jackson ao mundo da 7ª arte, This Is It.

Ainda não vi, mas acho que posso dizer com segurança que ele morre no fim.

 

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publicado às 21:14


Um breve desabafo

por Inútil, em 17.11.09

Apetece-me fazer-te mal. Não digo matar-te nem nada assim tão extremista. Só mesmo fazer de ti uma pessoa estropiada até ao último dos teus dias. Partir-te os bracinhos, osso por osso, esfolar-te com uma escova de arame e atirar-te com um alguidar de álcool para cima no fim. Fazer-te penar, mas devagar. Sovar-te a cara até à exaustão era coisa para levar o seu tempo. Com pausas a meio para beber uma cerveja fresca e levar um cigarro à boca. Apreciar o sabor do tabaco e a minha satisfação pessoal ao ver-te definhar no chão. Libertas o psicopata que há em mim e tenho que te dar valor por isso. É por isso que todo o mal que te faria seria com as minhas próprias mãos. Como forma de respeito até, quem sabe. Da mesma forma que este texto é uma espécie de exorcismo, também o seria arrancar-te os dedos à dentada e fazer um espanta-espíritos com eles. Ideias não me faltam, mas verdade seja dita nenhuma delas me agrada tanto como ficar por aqui e apagar-te das minhas memórias. Uma vidinha insignificante, monótona e sem sentido como a tua já deve ser castigo suficiente. E eis que por breves momentos, me sinto mais aliviado.

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publicado às 19:49


O Golorioso

por Inútil, em 15.11.09

Os Portugueses estão neste momento a viver uma avassaladora onda de alegria.

Bom... talvez não todos, mas pelo menos 6 milhões deles.

O Benfica está a jogar à bola como já não se via desde 1994 e a marcar golos como no tempo do Eusébio. E o povo está feliz.

Também eu estou feliz, mas não com o mesmo espírito de entusiasmo desenfreado.

O Benfica está a jogar um futebol bom e bonito, é verdade. Mas também é verdade que até agora ainda só apanhou o sabugo. Quando ganharmos em Alvalade ou conseguirmos inverter um resultado negativo no Dragão, aí sim, tudo bem, admito que temos hipótese.

Mas até lá vamos com calma. Ou acham mesmo que o Glorioso consegue aguentar este ritmo diabólico até Abril ou Maio? Estamos a falar de atletas, seres humanos, não super-homens. Que ainda vão perder um ou outro jogo até ao fim da época, pois nem todas as equipas podem ser corridas às 5 e 6 batatas. Resta saber se quando chegar a fase dos maus resultados, os adeptos que agora são católicos devotos, não vão dar uma de Pôncio Pilatos e pedir a cabeça de Jesus numa bandeja.

Estamos a jogar bem? Muito. Temos hipótese de ganhar o campeonato? Claro.

Mas é preciso não deixar que a expectativa de conquistar um título que nos foge há 5 anos se transforme noutra desilusão.

Posso estar a ser pessimista, mas se há coisa que o passado me ensinou é que com o Benfica tudo é possível. Tanto o melhor como o pior.

Mas daqui a 4 meses logo falamos. E aí logo vemos se tenho ou não razão.

 

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publicado às 23:25


...

por Inútil, em 15.11.09

Nunca te contei, mas tenho um vício terrível.

Sempre que vou no meu carro e estou quase a chegar a casa, nos últimos 50 metros, tiro o cinto de segurança. Talvez porque assim se torna mais fácil manobrar e conduzir o carro. Ou talvez porque me sinto seguro, me sinto já em casa e não tenho a necessidade de utilizar qualquer acessório que me dê mais amparo.

É assim que me fazes sentir. Seguro, tranquilo. Na tua presença, sinto-me em casa.

És os meus últimos 50 metros.

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publicado às 23:24


Cash

por Inútil, em 13.11.09

Hurt

 

 

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publicado às 15:49

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