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Uma questão de bom augúrio

por Inútil, em 30.11.07
Já que com o apelo às forças Zen isto não foi lá da última vez, pode ser que o revivalismo dê uma ajudinha para a tarefa de amanhã.





Vamos lá, Glorioso!!!

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publicado às 18:05


Simplex

por Inútil, em 28.11.07
Sempre gostei de gente simples. Pessoas descomplicadas que são exactamente aquilo que aparentam ser.
Sem rodeios nem falcatruas.
Assim como o meu amigo F.
O F. trabalha comigo há dois anos e, entre outra particularidades desnecessárias de referir (pois este é um blog para toda a família), nunca teve qualquer tipo de problema em expressar manifestações de alegria na forma de libertações gasosas. É uma coisa chata para os demais, mas enfim.
É uma espécie de Zé Povinho com pulsação.
Sempre foi assim e, tão certo como o Benfica ir ganhar ao Porto no sábado, sempre há de ser. Porque, para além de labrego, o F. é fiável e coerente. A todos os níveis.
E é isso que eu admiro no homem, a sua capacidade para ser honesto. Honesto com os outros e, acima de tudo, honesto consigo mesmo. E isso é uma prova superior de integridade.
Criaturas como o F. não se encontram por aí aos pontapés.
Infelizmente.
Fazem falta mais uns quantos. Ao governo, por exemplo.

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publicado às 23:53


Conversa de pescadores

por Inútil, em 28.11.07
- Olha lá pá, aqui entre nós, que mais ninguém nos ouve, quantas garinas é que já ensacaste?
- Eu? Epá...
- Pois pá! Quantas crivadelas é que já meteste na coronha da espingarda?
- F*#@-se pá, que um cavalheiro nunca fala dessas merdas! Mas foram pra cima de 30!
- 30?
- 30, na boa e a contar por baixo!
- Mais ou menos como eu. Ainda ontem lá fui amolar a ferramenta.
- Ah valente! E então?
- Já sabes como é. Aqui com o garanhão é sempre a galope. No fim daquilo, disse-me que não se ia conseguir sentar durante dias.
- Pois, sei como é. Já perdi a conta às vezes que ouvi isso.
- Disse-me ela, pá! Mesmo enquanto se recostava na cadeira e acendia um cigarro.
- Ah campeão! Isso merece uma fresquinha, pago eu.
- Não pagas nada, eu pago!
- Pchht, guarda lá isso! Mau...
- 'Tá certo, mas a próxima é comigo, ouviste?
- ...
- ...
- Olha lá... viste aquele pintas a tirar-te as medidas?
- Quem, quem?
- Aquele enconado aí atrás de ti.
- Ôôôii... é melhor não me virar, não quero saber.
- Então?
- Porque se eu vejo essa merda, levanto-me daqui e só descanso quando lhe colar os dentes à testa.
- Pois pá, se fosse comigo, fazia o mesmo. Ia lá e deixava-lhe a boca lisa.
- Quem é que estes gajos julgam que são?
- Agora têm todos a mania que são os maiores, f*#@-se...
- Era pendurá-los pelos pés numa viga e matá-los a todos. Com esta mania que são muito machos...
- ...Mas depois vai-se a ver e é só tangas, pá.
- Meninos... pfftt.

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publicado às 04:12

Não sei se já repararam, mas aos domingos, antes dos gato fedorento, passa sempre o mesmo anúncio.
Estou a falar desta obra de arte, a propaganda pró - carnalentejana:

Começo a ter sérias dúvidas se não fará parte do próprio alinhamento humorístico do programa, de tão ilusório que é.
Alguém me consegue arranjar uma explicação sobre a linha argumentativa desta maravilha?

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publicado às 21:42


Afinal talvez não

por Inútil, em 24.11.07

Vai na volta, já não ganhamos as três partidas.
Ainda falta uma hora de jogo? Falta.
Mas se ao fim de 25 minutos e um golo já no bucho, o jogador do Benfica que demonstra mais entusiasmo e iserrignação é o Petit, que está sentado no banco... digamos que me começa a faltar a fé.

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publicado às 21:42


Hoje...

por Inútil, em 24.11.07
...está frio na rua. Não é aquele frio do “epá, é melhor vestir um casaquito que ‘tá frescote”, é mesmo aquele do “Olha ali pá, um esquimó na fila do padeiro”. É nestas alturas que eu suspiro com a demora da sociedade em aceitar a hibernação como um acto totalmente corriqueiro.

...folgo saber que a larga maioria de malta que já votou ali na caixinha do lado me acompanha nesta luta de desdém contra o chapéu-de-chuva.

...o Glorioso vai iniciar uma jornada de 3 jogos lixados. A Académica mais logo, o Milan na 4ª e o Porto sábado que vem. Ganhar os três não é assim tão complicado. É só deixarem-se de vedetismos e jogarem mais como estes amigos aqui ao lado. E cheira-me que de hoje a uma semana o grande Cebola vai deixar muito boa gente a chorar.

...marquei uma ida ao dentista para sexta-feira, está na altura de fazer a tradicional limpeza. Como não é nada de mais, acho que basta entrar em pânico só na véspera.

...não sei se já tinha dito, mas está um frio de rachar. Acho que vou tirar a lasanha do forno e tentar anichar-me lá dentro, onde está mais quentinho.

...tive de ir fazer compras ao supermercado. Se há algo que se assemelhe ao acto de ir às compras a uma grande superfície num fim-de-semana, essa coisa é uma ressaca tramada. A diferença é que em vez de me compadecer com o clássico “nunca mais bebo, nunca mais bebo”, o pranto é mais para o “nunca mais me enfio aqui num fim-de-semana, nunca mais me enfio aqui num fim-de-semana”. Obviamente, ambas são promessas que, mais cedo ou mais tarde, acabam por cair em saco roto. É pena.

...parece que Ramos Horta se lembrou de propôr Durão Barroso para prémio Nobel de Paz. A acontecer isso, será a primeira vez que se nomeia um antigo gatuno de peças de mobiliário para tal prémio.

...cheira-me que vou passar a noite debaixo de um iglo de mantas, a assistir à primeira das tais vitórias do Benfica e ver um filmezeco. Estou hesitante entre o Alta Fidelidade e O Império Contra-Ataca.

...não tenho mesmo nada de jeito para dizer.

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publicado às 19:26


O nosso superávit

por Inútil, em 23.11.07
Somos um país pobrezito.
Temos um PIB miserável, salário mínimo terceiro mundista, apertamos o cinto até às orelhas na esperança de um dia poder atenuar o deficit nacional. Somos os pés-rapados da Europa.
Verdade seja dita, a única coisa na qual Portugal não apresenta carências é na produção em massa de gente estúpida.
Bom... nisso e na construção de estádios de futebol desnecessários. Mas isso já é outra conversa.
Concentremo-nos na questão das pessoas estúpidas.
Ora, em primeiro lugar, o que é a estupidez?
Diz-me o meu fiel dicionário que é isto: Falta de inteligência e de delicadeza de sentimentos.
Vendo bem as coisas, disso temos cá nós a pontapés.
Não acreditam? Então liguem a televisão. Há 94% de hipóteses de darem imediatamente de caras com um espécimen desses. Não vos apetece? Vão à rua e metam conversa com cinco pessoas diferentes. Uma delas há de padecer desta maleita.
É triste mas é verdade.
E porque é que isto acontece?
Não faço ideia. Talvez o facto de termos uma cultura orientada para a glorificação da mediocridade ajude. Qual é que foi o último grande feito dos portugueses com impacto além-fronteiras? Não foi certamente empatar com a Finlândia ou ganhar por um aos padeiros da Arménia.
Não senhor. De momento, somos conhecidos lá fora como "os gajos com o maior assador de castanhas do mundo". É obra! E quando não é por isso, é por sermos uma espécie de carniceiros do asfalto.
Chamem-lhe estupidez, falta de civismo, tanto faz. Como dizia o meu professor de história, "a merda é a mesma, as moscas é que são outras".
Adiante.
Existem dois tipos de pessoas estúpidas: o estúpido assumido e o estúpido velado.
O assumido ao menos é honesto na sua estupidez. Aprecia ser grotescamente alarve e toma prazer/orgulho nisso. Sabe que é uma besta e está-se bem nas tintas para isso. É o condutor que se faz bêbado à estrada, o fanático que vai para os estádios de futebol com dois calhaus da calçada nos bolsos, o taxista que durante o trajecto dá palestras sobre as suas ideias pró-eugenia e o marido que arrebimba umas lambadas na mulher.
Já o estúpido velado, esse não se julga estúpido. Acha-se o dono da verdade suprema.
Qual matador de toiros, que esconde o estoque por trás da capa, o estúpido velado camufla a sua cretinice num subterfúgio de perspicuidade. São indivíduos profundamente mentecaptos mas com uma noção de si próprios inversa a isso. Quando penso em estupidez velada, o nome "Júlia Pinheiro" salta imediatamente da boca para fora.
A grande diferença entre os dois é que enquanto o estúpido assumido é imbecil para com os outros, o estúpido velado aprecia fazer os outros passar por imbecis.
Mas, ainda assim, as pessoas estúpidas não são totalmente desprovidas de préstimo. Ao fim de meia-hora de conversa com uma delas, qualquer diálogo posterior acaba por se tornar numa actividade intelectualmente estimulante. Nem que seja sobre plantações de nabiças com a senhora da banca da fruta.

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publicado às 04:31


Descanso, precisa-se

por Inútil, em 22.11.07


Sim, eu bem queria.
Pelo menos enquanto a clonagem de seres humanos não for prática legalizada.

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publicado às 17:31


Wishlist

por Inútil, em 21.11.07
A Tulaunia, como pessoa curiosa que é, quis saber o que é que eu vou pedir ao Pai Natal este ano.
Para dizer a verdade, acho que ainda nem sequer me dei ao trabalho de pensar no assunto...
Mas vamos a isso!
Em 1º lugar, uma prenda dupla: um extremo-direito e um ponta de lança para o Glorioso.
Como sou um gajo humilde, bastam estes dois:


Después, um carregamento daqueles industriais, até ao fim da minha vida, de After-Eight. Podia pedir só uma caixinha, mas isso é coisa que se devora em 15 minutos. Se é para pedir, é para pedir! Aliás, pensando melhor na coisa, que tal outro carregamento desses, mas de Fig Roll's?



Para acabar, outra coisita simples. Um mês de férias aqui, rodeado de nativas atraentes, ora trazendo-me filas intermináveis de mojitos, ora suavizando o sufocante calor com um incansável abanar de folhas de palmeira.
Epá... se entretanto o Pai Natal quiser acrescentar a isso uma mão-cheia de nativas massagistas, não sou eu que vou interferir com os desígnios do velhote das barbas brancas.
E acho que me fico por aqui.

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publicado às 16:06


Chapéus há muitos

por Inútil, em 21.11.07
Eis que estamos oficialmente no inverno.
Bem sei que ainda não chegámos a 21 de Dezembro, mas para mim o inverno começa quando tenho que meter o edredon na cama e andar com peúgas de lã por casa.
Pessoalmente, detesto o inverno.
Não gosto do frio, não gosto da chuva, não gosto de ouvir os grandes êxitos natalícios na versão do Kenny G em tudo o que é superfície comercial, não gosto de ir para a banheira com o mesmo entusiasmo que um condenado tem a caminho do cadafalso e, acima de tudo, abomino os chapéus de chuva. Não é o acto de andar com ele. Não senhor, é mesmo o chapéu em si.
Prefiro apanhar água na moleirinha do que andar na rua feito nabiço, a travar uma batalha titânica contra o vento, que insiste em virar o chapéu do avesso e transformá-lo em algo que mais parece um bebedouro para pardais.
Além disso, há uma tremenda falta de habilidade do pessoal no que toca à condução do dito acessório. Os passeios de Lisboa são demasiado pequenos para albergar dois indivíduos munidos de tal artefacto. As pessoas cruzam-se, os chapéus ficam engalfinhados e fica o caldo entornado, com toda a gente a ir ao banho. É chato.
Depois há a questão da altura. Num mundo ideal, a posse de chapéus de chuva só seria permitida a criaturas com mais de metro e oitenta. Um chapéu nas mãos de uma pessoa com metro e sessenta é uma arma branca. Amorosas velhinhas depressa se transformam em seres facínoras, capazes de vazar uma vista a alguém com as varetas daquela bodega.
Quem insiste em usar chapéu, devia ser submetido a um exame que o desse como apto a ser portador de semelhante protecção pluvial. Só para evitar contingências.
Há campanhas de prevenção da sinistralidade rodoviária. Porque não apostar na prevenção de acidentes com chapéus? Metiam a fotografia de um rapazola com uma pala no olho e uma legenda do género "Falta de cuidado na condução do chapéu é meio caminho andado para pôr alguém a ver o Natal dos Hospitais ao vivo. E mal. Festas felizes.".
Ou uma imagem de um pirata, igualmente com uma pala e a legenda "Conduza o seu chapéu com civismo. Este Natal não pilhe a vista a ninguém. Ho-ho-ho.".
A sociedade clama por isso.

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publicado às 02:24

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