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Ou não

por Inútil, em 29.10.07
A respeito da carreira do Glorioso na Liga dos Campeões, Camacho opina o seguinte:

Equipa mais rematadora da "Champions" é fruto de "muito trabalho"
O técnico do Benfica afirmou hoje que o facto de os encarnados serem a equipa mais rematadora na Liga dos Campeões é fruto do "muito trabalho" que os
jogadores realizam durante os jogos.

E pergunto eu:

Então e o facto de em tantos remates feitos só terem entrado dois é fruto de quê? De muita azelhice?

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publicado às 21:22


Shake your hips!!!

por Inútil, em 29.10.07
Detesto, ou melhor, abomino aquelas casas de banho com sistema economizador de energia na iluminação.
Sim sim, já sei, blá blá blá o ambiente, blá blá blá está muito mal, todos temos que fazer sacrifícios, meter as pilhas no pilhão, comer tofu embrulhado em papel reciclado e não sei quê não sei que mais.
Tudo bem.
Mas a partir do momento em que essas renúncias e penitências entram na esfera íntima e reservada do universo do WC, alto lá e pára o baile!
Inventar lâmpadas que se apagam ao fim de 10 segundos sem movimento é fazer pouco dos necessitados! Não favorece ninguém. Bem, talvez os doentes com Parkinson. Mas isso também não interessa agora. A verdade é que forçar alguém a responder ao chamamento da natureza num recanto desconhecido e escuro como breu é um acto tão malicioso como abrir o frigorífico vezes sem conta, deitar cfc's para o ar ou usar o carro para fazer trajectos de 300 metros.
Não gosto do estado em que se encontra o ambiente à escala global.
Mas ainda gosto menos de ter de abanar as ancas como a Shakira só para não ficar às cegas à procura da sanita.

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publicado às 03:54


Ernesto

por Inútil, em 27.10.07
Ernesto conseguia virar as suas mãos e pés em ângulos inalcançáveis pelo comum dos mortais.
E conseguia fazer semelhante proeza tanto com os seus membros esquerdos como com os direitos.
Apesar disso, Ernesto não era um gajo polivalente.
Era politraumatizado.

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publicado às 00:08


A física no quotidiano

por Inútil, em 26.10.07
II - A teoria da relatividade

O tempo que um minuto leva a passar depende de que lado da porta da casa de banho se está.
Se estiver do lado de fora, deve ainda contar com um novo elemento para a equação, o factor "o que comi ao almoço".
Já no lado de dentro, o único dado adicional capaz de afectar a equação é o factor "pôrra, mas tu queres ver que não há papel".

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publicado às 01:53

Sábado, 8h35 a.m.

Ela - ... Amor?
Ele - Desculpa, acordei-te?
Ela - Não faz mal... o que fazes acordado a esta hora?
Ele - Vou jogar à bola com o pessoal, já te tinha dito.
Ela - Ah, sempre vais?
Ele - Sim, porquê?
Ela - Por nada...
Ele - Ok.
Ela - É que como é sábado de manhã, pensei que podíamos ficar aqui mais um bocado, deitados até tarde...
Ele - Eu também não volto tarde. Podemos ir almoçar juntos.
Ela - Não queres tomar pequeno almoço antes?
Ele - Só se for rápido. Combinei com o Miguel ali em baixo daqui a 15 minutos.
Ela - Então deixa estar.
Ele - Fica para amanhã, pode ser? Hoje não dá mesmo.
Ela - Gostava era de ver esse entusiasmo todo quando te convido para ir às compras.
Ele - Paixão, mas às compras podemos ir em qualquer altura. O sábado de manhã é uma coisa quase religiosa, é a única altura da semana em que nos podemos juntar para futebolar!
Ela - Isso quer dizer o quê? Que aquela manada de bandalhos tem primazia sobre mim?
Ele - Não foi nada disso que eu disse! Só disse que não posso distribuir todo o meu tempo livre por ti! Tu também gostas de sair com as tuas amigas e eu não me queixo!
Ela - Tinha de ser! A má fita sou sempre eu! Nem sei onde vou buscar paciência para todo esse feitio...
Ele - Pronto, 'tá o caldo entornado! Isto contigo descamba sempre, irra! Ainda me vens falar em ir às compras contigo? Tu para isso não precisas de companhia, só de um gajo com cabides nas mãos e a dizer constantemente "Sim amor! Isso fica-te a matar!".
Ela - Estás a exagerar.
Ele - Não estou.
Ela - Estás, estás.
Ele - Não estou, não. E ai dele que diga o contrário, que logo se abre uma racha no chão e o gajo só pára no quinto dos infernos!
Ela - Bruto! És um bruto! A minha mãe é que tinha razão, quando dizia que o Venceslau, esse sim, era um homem às direitas.
Ele - Feio como o gajo era, ainda deves ir a tempo.
Ela - Se não gostas, arranja outra!
Ele - ...
Ela - ...
Ele - Desculpa amor, exaltei-me um bocado...
Ela - Eu não fiz melhor, desculpa também...
Ele - ...
Ela - Amor?
Ele - Sim?
Ela - Antes de ires, não queres aproveitar e levar o pantufa à rua? Não me está a apetecer levantar da cama...

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publicado às 02:15


Os pequenos prazeres

por Inútil, em 22.10.07
À medida que foi evoluindo, a sociedade sempre se empenhou em descobrir novas formas de satisfação para o Homem. Pouco a pouco, foram aparecendo diferentes coisas, itens e acções, capazes de trazer pequenas parcelas de alegria ao coração mais sorumbático.
São frequentemente apelidados de "pequenos prazeres da vida". Sem eles, a vida não mais seria que um lúgubre repetir de acções pontuais.
A chatice é que por cada pequeno prazer da vida surge uma pequena complicação da vida.
Não sei se é obra de deus, do buda, de alá, do destino, do homem, de quem quer que seja. Mas são criações de alguém com uma mente retorcida, munido de uma ironia sadicamente atroz.
Foram descobertas as bebidas alcoólicas. Espectáculo, toda a gente aprecia uma cervejinha ou uma ginja de vez em quando.
E então apareceu a cirrose hepática.
Chegaram à conclusão que o sexo afinal é mais que levar a cabo a simples função reprodutora. Maravilha, uma pinocada é uma coisa bem catita!
E então vieram as DST's.
Tabaco? Há quem não passe sem a prazenteira cigarrada com o cafézinho depois de uma refeição.
E lá veio o cancro do pulmão.
Docinhos e petiscos sabem sempre bem, não é?
Também a hipertensão e os ataques cardíacos.
Estamos condenados a não poder apreciar os pequenos prazeres que a vida nos oferece sem pensar no hipotético mal que daí poderá advir.
Os desígnios da criação não dão ponto sem nó.
Tentam-nos constantemente com um apetecível bolo de chocolate, que provamos e até nos sabe bem. Só é pena deixar aquele travo a pão bolorento no final.

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publicado às 22:19


A física no quotidiano

por Inútil, em 22.10.07
I - O buraco negro

A versão quotidiana desta raridade encontra correspondência em tudo o que é repartições de finanças.
Tal como o fenómeno espacial, as repartições de finanças são algo do qual não há fuga possível, sítios que absorvem a vida e a luz, locais onde o tempo perde sentido.
Naquelas filas, os minutos duram horas e as horas parecem dias.
Entrar nesses escaninhos é entrar noutra dimensão.

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publicado às 03:59


Problema de memória

por Inútil, em 20.10.07
Esqueci-me do aniversário de um amigo.
Foi ontem e, não sei bem como nem porquê, consegui deixar passar em claro a data.
Obviamente, depois de semelhante proeza, esse amigo ficou um bocadito assim para o desagradado.
É sempre aborrecido deixar cair no esquecimento uma data importante, por muito boas desculpas que se tenham. Não há trabalho, cansaço ou distracções que o justifiquem.
Mas o que me chateia mesmo é tentar perceber como raio é que me esqueço de um aniversário mas consigo lembrar-me sem dificuldade (e por ordem) dos gajos que marcaram golos nos 8-0 que o Benfica deu ao Famalicão em 94.

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publicado às 22:52


Fa-Fa-Fa

por Inútil, em 19.10.07

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publicado às 18:20

III - O Tio Recauchutado

É impossível falar de estereótipos sociais sem falar destas figuras.
Quem são eles?
Ostentando nomes que mais facilmente seriam associados a porquinhos-da-índia ou a outro animal de estimação de reduzidas dimensões (como Micá, Gigi ou Pituxa), os tios recauchutados (TR) são habitualmente encontrados em festas e eventos sociais. Como identificá-los?
É simples.
Os TR são aqueles que muito discretamente subornam o fotógrafo para este os fazer aparecer nas capas e páginas centrais das publicações da imprensa cor-de-rosa (ou nas páginas finais do 24 Horas).
Estas criaturas possuem, entre outras singularidades, um léxico único e sintaxes de comunicação inimitáveis. Fogem dos tempos verbais na 2ª pessoa do singular como o diabo foge da cruz ou o filho do Jardim Gonçalves do fisco.
Utilizam sempre o grau superlativo absoluto dos adjectivos (é comum ouvi-los dizer que algo é lindérrimo ou chiquérrimo) e uma terminologia muito própria, uma espécie de mirandês das elites (suprimem os ‘r’ no fim das palavras, por exemplo – “qué levá um estalo”).
Tal como certas tribos africanas exteriorizam a sua hierarquia através de tatuagens e outras formas ornamentais, também os TR criaram uma forma própria de exibir a sua posição na escala social de elites em que estão inseridos.
Assim, quanto mais alta é essa posição, mais reconstrução corporal é feita.
Se a múmia do Tutankhamon fosse sujeita à mesma bateria de cirurgias plásticas que é efectuada pela maioria dos TR, hoje em dia teria o aspecto de um Mark Vanderloo envelhecido.

Grau de incómodo: depende.
- Se o amigo leitor for como eu e não tiver por hábito frequentar o mesmo género de eventos que estas criaturas nem tão pouco possuir uma assinatura da Caras, então é 0. São figuras que não fazem parte do universo quotidiano do homem comum.
Felizmente.

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publicado às 14:50

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