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O resumo do retalho

por Inútil, em 23.12.08

Pois que sobrevivi (e sem mazelas) à passagem pelo sistema público de saúde. A medicina está numa fase de evolução tão avançada que até me operaram o joelho certo, para minha grande surpresa. Maravilha, hein?

Todavia, apesar de todos os progressos das ciências medicinais, um gajo continua a ter que fazer um jejum que faria o Gandhi corar de inveja. Um dia inteiro sem comida nem bebida. E essa foi talvez a parte mais desagradável de todo o processo operatório.

A epidural foi brincadeira. O meu semblante de pânico era de tal forma evidente que a anestesista achou por bem espetar-me com um sedativo para cavalos em cima. Valeu bem a pena ser mariquinhas, meus amigos. Se presenciei conscientemente 5 dos 47 minutos que durou a intervenção foi muito. Do que me lembro, senti-me como se estivesse numa coffee shop de Amesterdão mas com um cateter enfiado na mão. Foi pena não ter estado suficientemente acordado para lhe pedir uma receita daquilo. Enfim, fica para a próxima.

Ainda assim, foi uma experiência a modos que cansativa. Principalmente a parte do recobro, onde fiz um esforço hercúleo para voltar a mexer as perninhas e toda a zona abaixo do equador, ainda paralisadas pelo efeito da anestesia. E porquê todo esse trabalho? Basicamente por receio das enfermeiras, que olhavam para mim segurando algálias como quem olha para um perú com uma faca de trinchar na mão. Mas resultou. Tubos em sítios estranhos só mesmo o do soro na mão.

Felizmente.

Igualmente bom foi também ter saído das instalações hospitalares logo no dia a seguir, evitando assim a visita do José Figueiras, da Maya e da Leopoldina. Seria lamentável terminar uma experiência que até nem correu mal com um suicídio por enforcamento com o auxilio do tubo do soro.

Mas vá lá, a malta responsável pela atribuição de infortúnio kármico deve ter achado que três buracos abertos e uma sutura no joelho era sofrimento suficiente.

Agora, é voltar à normalidade, sempre na companhia da Nelly e da Alanis, as minhas duas canadianas e esperar pela fisioterapia. Já estou pronto para outra, gaita!

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publicado às 17:44


4 comentários

De Flávio a 23.12.2008 às 18:05

Lucky bastard... Eu ainda tive de gramar gesso do tornozelo à anca durante 45 dias. No Verão de 2005. Dos mais quentes da década.
Mas ainda bem que tá tudo ok.
Melhoras rápidas, pá.

De Inútil a 23.12.2008 às 18:19

Abriram-me o joelho também mas foi só para meia-dúzia de pontos, escapei-me a esse tormento. A esse e à algália!

De Piston a 24.12.2008 às 00:37

Não desprezem a algália. Pode ser bem agradável.

De Thunderlady a 24.12.2008 às 10:10

Ahahah, sortudo!! Também levei com uma dose cavalar dessa coisa na veia e fiquei toda grogue, mas estive sempre consciente a ouvir musica (da minha, claro).

No recobro é que foi giro: fartava-me de bater nas costelas para ver se já tinha passado e no dia seguinte parecia que tinha levado um enxerto de porrada, tal eram as dores que até me custava repsirar (anestesia do melhor, ein??)


Feliz Natal para ti e para as tuas canadianas, uma de cada lado, queres melhor ? ;)

Bjinhos

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