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Uma questão de imaturidade X

por Inútil, em 03.10.08

Ele – Gaita, que aquela mulher é realmente teimosa como os cornos.

Ela – Então?

Ele – Opá, peguei-me noutra discussão com ela. É boa pessoa mas é o tipo de criatura que se metesse na cabeça que a terra não é redonda, ninguém a iria conseguir chamar à razão.

Ela – Não há nada de mal num bocadinho de teimosia.

Ele – Aquilo não é teimosia, é mesmo pancada.

Ela – Olha que tu também não podes falar muito…

Ele – Eu? Porquê?

Ela – Também és teimoso como uma mula quando te dá para isso.

Ele – Deves ter muita razão de queixa.

Ela – Tenho. Razões de queixa e dores de cabeça.

Ele – Logo eu? Um moço tão simpático e afável? Bom… posso ser um bocadinho casmurro de vez em quando mas obsessivo, jamais!

Ela – É jamais, é… deves ter sido sheik das arábias noutra vida qualquer…

Ele – O que é que isso quer dizer?

Ela – Pensa. Tens neurónios suficientes para isso, vais ver que chegas lá.

Ele – Hum… não me parece. Explica lá essa.

Ela – Era uma piada, deixa estar.

Ele – Agora? Agora é tarde, explica-me lá isso.

Ela – Não me apetece.

Ele – Como assim não te apetece? Ao menos uma pista.

Ela – Epá, não, deixa estar.

Ele – A ajuda do público! Vá lá, José Carlos Malato!

Ela – Esquece, não tem importância e agora também já não tem sentido.

Ele – Ok. Então ao menos uma razão válida para não me elucidares.

Ela – Irra! Não me apetece é uma razão válida.

Ele – Não, não é! E não me digas para esquecer porque a frase em questão não só tinha um sentido qualquer como era propositadamente dirigido a mim.

Ela - E ainda dizes que não és teimoso… Encara isto como uma experiência pedagógica. Afinal de contas, não tens sempre que saber tudo.

Ele – Mas isto é o quê, um sketch dos Monty Python? Não podes atirar coisas dessas ao calhas e esperar que eu fique impávido a vê-las passar sem as perceber! Vocês, mulheres, estão sempre a refilar que o nosso mal é a falta de comunicação, mas olha que este número passa dos limites do razoável.

Ela – Epá, já perdeu a importância, esquece isso, não remoas mais!

Ele – Já pensaste que se fosse eu a ter a tua conversa não só me chamarias todos os nomes possíveis e imaginários como ainda me aconselharias acompanhamento terapêutico?

Ela – Não é que não precises…

Ele – Oh que gaita! Raio de mania feminina essa de cagar postas de pescada desconexas e esperar que a gente perceba tudo. Só quando inventarem um dicionário Mulher-Português, pôrra!

Ela – Que exagero…

Ele – Exagero nada! Se fosses empreiteira, atiravas um tijolo para a fundação e esperavas que a casa se construísse sozinha, não?

Ela – O que é que isso quer dizer?

Ele – Olha… não me apetece explicar, deixa para lá.

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publicado às 14:16


4 comentários

De mik@ a 05.10.2008 às 10:55

hum... é por isso que eu decidi deixar-me dessas merdas e dizer logo o que tenho a dizer. há dias que não há paciência pra joguinhos :P
bjos

De eva a 05.10.2008 às 21:28

Gostei dessa do dicionário!!! Já agora a versão Homem-Português, tb pode ser ;)

De autocarro56 a 09.10.2008 às 00:53

Dentro de 1500 interpretações possíveis:
"Ela - O que te queria dizer é que me irritas com as tuas narrações de conquistas. Metes-te nelas e eu depois é que te aturo!"
Quanto aos tijolos...para nós, mulheres, uma conversa deste género, tem pelo menos:
- 50 tijolos;
- 50 kg cimento;
- 45 kg areia;
E portanto desespera-nos a vossa total inabilidade para lidar connosco.
SNIUF!

De Prezado a 26.10.2008 às 23:12

MWHAHAHAH
adoro discussões conjugais ( not ) , parece que obedecem a uma grande Ordem do Arquitecto. todas iguais.

bis

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