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A insustentável leveza do ser taxista

por Inútil, em 20.10.05
Na passada 5ª dia 13 de Outubro, fui até ao Santiago Alquimista ver um concerto dos Clã. Concerto esse que foi simplesmente genial. Mas isso também não vem ao caso. O que vem ao caso é que deixei o meu carro na Avenida da Liberdade e apanhei lá um táxi para a zona do Castelo. Ainda antes dos primeiros 100 metros, já o senhor taxista me inquiria quanto às condições atmosféricas da noite: "epá, isto parece que tá a ficar frio. Ainda bem que trouxe o casaco de fato de treino antes de saír de casa". Tenho que admitir que demorei mais tempo a responder do que seria normal, mas andava à procura uma resposta complexa. O que não adiantou muito, sendo que tive de me contentar com o lacónico "pois, parece que sim...". No curto espaço de tempo que durou a viagem, aprendi coisas até então desconhecidas, tais como:
- o mau tempo é em parte culpa do estado
- Isto no tempo da velha senhora não havia cá tempo esquisito
- a mulher do taxista sofre de joanetes

Informações obviamente indispensáveis à minha formação humana, claro está.

Ora, esta viagem ajudou-me a chegar a uma conclusão. Não ando muitas vezes de táxi em Lisboa, mas das vezes que já andei nunca apanhei dois taxista com comportamento semelhante. Um fala de futebol, outro não gosta de futebol, este fala do tempo, aquele de transeuntes do sexo feminimo com formas curvilineas, há um que não diz nada e se sente ofendido quando o silêncio é quebrado e outro que desabafa acerca das agruras da vida.
Um táxi em Lisboa é, no fundo, como um kinder surpresa, nunca sabemos com o que é que vamos ser presenteados.
Se acontecer a infelicidade do senhor condutor do fogareiro iniciar um diálogo acerca de um tema que não nos agrade muito, AZAR!! Temos que ouvir até chegar ao fim da viagem.
Contudo, se o passageiro for uma pessoa bem disposta e tentar iniciar processos comunicativos com o condutor, há que ter atenção! Eles são criaturas susceptiveis e ao minimo desacordo levarão o passageiro a dar uma voltinha mais longa do que seria de esperar pelas ruas de Lisboa.
Posto isto, resta-me uma dúvida: como abordar um taxista? Fica a questão.
Acho que Paula Bobone teria aqui inspiração para mais um bom livro de etiqueta, "Regras de conduta dentro de um Táxi". E que bela prenda de Natal ele daria.

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publicado às 23:50


2 comentários

De Anónimo a 21.10.2005 às 00:25

http://paradiseoflays.blogspot.com/

De Anónimo a 14.07.2009 às 01:52

Pois como nao sei a sua profissao fica um pouco dificil criticar. Ja reparou que os humanos sao quase todos diferentes? Acha que nao é uma profissao digna?? Gostava de o ter como passageiro. Ja andou de metro ?? Talvez seja melhor comecar ja a faze-lo.

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