Quinta-feira, 17 de Novembro de 2011
Pode sempre ser pior

Ele: Já não sei o que faça à minha vida. Tudo se desmancha, tudo vai caindo aos pedaços...

 

Ela: Pobrezinho... desgosto amoroso?

 

Ele: Não. Lepra.



publicado por Inútil às 19:58
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Quinta-feira, 10 de Novembro de 2011
Dos Zombies

Confesso que "The Walking Dead" é das minhas séries favoritas do momento.

Dramas pessoais, Zombies esfomeados e a miúda do "Prison Break".

Como uma refeição cozinhada à perfeição, tem todos os condimentos necessários e em dose perfeitamente guarnecida.

 

Só me suscita uma dúvida.

 

Um Zombie que se alimente de alguém em coma profundo ou com uma grave lesão cerebral, é um Zombie vegetariano?




Terça-feira, 11 de Outubro de 2011
Sugestão

Devidamente encaminhada para o respectivo departamento dentro do site do Sport Lisboa e Benfica.

 

Passo a citar: 

 

Exmos Srs.

O Meu nome é **** ******** (Inútil, vá) e sou sócio desta Gloriosa Instituição que é o Benfica.

Aquilo que me leva a escrever-vos passa pelo que de seguida vos apresento.

Vou ao Estádio da Luz desde 1994.

Feito inglório para uns, mas a ter em vista tendo em conta que nasci em Dezembro de 1981.

Vi a melhor e a pior face do meu clube, sem nunca deixar de ir ao Estádio da Luz apoiar a minha equipa.

Desde que conheço a Instituição Benfica, assisti a inúmeras alterações.

Não só de plantel mas igualmente em termos de equipamento, estádio e transfigurações de politica interna dentro do próprio clube.

E isto leva-me a inquirir o seguinte.

O equipamento alternativo do Benfica sempre foi o branco, equipamento com o qual disputámos duas finais da Taça dos Clubes Campeões Europeus e uma final da Taça Uefa.

Jogadores, Treinadores e Presidentes vivem numa permanente troca de cadeiras, sobressaltos e transferências que invalidam um factor minimamente identificativo com o clube.


Ora, dentro dessa perspectiva de mudança, não seria já tempo de alterar a estrofe, que nosso hino, glorifica as "papoilas saltitantes"?

 

Vivemos numa sociedade em mudança, onde frases inocentes são frequentemente vistas como exemplos de jocosidade e falta de virilidade.

Onde a falta de exemplos másculos, de homens à antiga, qual Cosme Damião, nos levam a idolatrar falsos profetas e olvidar valores morais.

 

 

Confesso.

Em jogos importantes, só me dá alegria invocar essa velha estrofe nas competições Europeias.

Porque os adversários não falam Português.

Digo novamente, vivemos numa sociedade em perpétua mudança.

Porque não mudar uma simples frase num hino que em nada vai alterar a grandiosidade de um clube.



Confesso.

Sentir-me-ia particularmente mais confiante na recepção a qualquer outro clube se exaltasse a algo como "que nos campos a vibrar, são tomates pujantes".

 

 

Tomates Pujantes.



É ou não uma sentença mais máscula, mais viril, mais rebuscada ao espírito operário adjacente à fundação deste nosso clube?

Cosme Damião iria concordar comigo.

Deixo ao vosso critério a minha sugestão.

Atentamente


**** ******* (Inútil, vá)

 

 

Fim de Citação

 

 

 

Esperemos uma resposta dos orgãos correspondentes agora.




Domingo, 9 de Outubro de 2011
Era uma vez na Madeira

A Comissão Nacional de Eleições detectou irregularidades nas Eleições Legislativas Regionais na Madeira.

 

Aparentemente, Alberto João Jardim não estava embriagado.



publicado por Inútil às 20:37
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Segunda-feira, 26 de Setembro de 2011
Uma questão de engate

O engate é uma ciência.

Pejada de técnicos ornamentados de um léxico próprio e de executantes capazes de espalhar magia com um simples acentuar de sobrancelha.

Autênticos heróis boémios.

Lamentavelmente, não sou um deles.

Devido a exemplos como o seguinte:

Cenário: 6ª feira, noite amena, aura festiva no miradouro de São Pedro de Alcântara em Lisboa, em pleno Bairro Alto, pós empate do Benfica no Dragão.

Intervenientes: o próprio, um amigo e duas turistas norte-americanas.

A intriga: Dois amigos em plena cavaqueira acerca das opções técnicas de Jesus, ao que chega uma turista, de seu nome Jen, e crava um cigarro. Obviamente ébria, toma a iniciativa de fazer diálogo com os cavalheiros, ao que estes respondem de forma particularmente amistosa. Havia uma outra amiga, Tracy, que, paralelamente a esta conversa a três, tentava a sua sorte com um transeunte alheio aos demais.

Jen, francamente sociável, começou a indagar acerca dos nossos gostos fílmicos. Responde o amigo do Inútil, de forma ora inocente, ora labrega, "Titanic".

Gargalhada geral.

O amigo apercebe-se da falácia e tenta remediar com um contundente "mas também gostei muito do Armaggedon".

Silêncio sepulcral.

Nisto apercebo-me: "Não. Pelo cinema não vamos lá".

Tema óbvio de conversa no seguimento desta asneirada, Obama.

"What do you think of Obama?", diz ela, plena de consciência que eu ia dizer que era bué da fixe ter um Presidente que também poderia ser o Rei do Munhango.

Mas não.

Aqui o campeão ainda não havia percebido que se havia tratado de engate, simplesmente, nem depois de ter sido avisado pelas próprias que só estariam em Lisboa aquela noite e não mais voltariam e que o objectivo da investida seria muito Cindy Lauperiano, pois "Girls just want to have fun".

E toca de "as próximas eleições presidenciais nos States serão as primeiras do pós 9/11 em que o principal ponto a ser discutido será a politica interna em vez de objectivos geoestratégicos e a guerra ao terrorismo".

"Hã?" generalizado. Meu Deus, elas não querem engatar o Vasco Pulido Valente, penso eu! "Vamos falar de música".

"What do you like?", pergunto eu, ao que a Jen, inocentemente retorque "Jimmy Eat's World".

"Yes, but what about non hillbilly music?" seria a resposta a não ser usada.

Todavia, saiu.

Adiante.

Tracy, saturada de tantos rodriguinhos por parte do outro, volta para o prazer da nossa hospitaleira companhia.

Mais dez minutos de conversa para aqui e outros dez para ali.

Ainda mais saturada, pronta para acção, Tracy remata com um insinuante "bem, secalhar está na hora de voltarmos para o quarto de hotel e ir ter com o meu dildo...", soltando ao mesmo tempo olhares lascivos para nós os dois.

Olhinhos à campeão, um revirar de pestana, um sorriso malicioso no canto dos lábios e sabiamente respondo "e a bateria, tá carregada?".

Pimbas!

Primeiro cartão amarelo da noite. Uma entrada a pés juntos que faria inveja ao Paulinho Santos e inúmeros insultos a mim próprio ecoando no vazio da minha cavidade cerebral.

Trinta mil respostas diferentes que poderiam ter sido empregues, mas não. "E a bateria, tá carregada?".

Infeliz, chamemos-lhe.

Criticas à parte, há que admitir que as senhoras foram simpáticas. Ofertaram-nas com uma segunda abébia.

"We just got out of our hotel, in Marquês Pombal, Dom Carlos, and we don't know how to get there".

Maravilha, pensam vocês!!! A coisa vai-se dar!!!

Mas não, histórias destas raramente acabam com um final feliz... 

"Não sabem onde é?", inquiro eu. "Não há problema, contem connosco!!! Então é assim, vão para o outro lado da rua e apanham lá um taxi, mas dizem ao senhor que querem ir to the Marques de Pombal by Rato, ok?!?".

Confesso que foram poucas as vezes na vida em que vi semelhante semblante de desilusão.

Tanto delas, como do meu amigo, que não possui um elevado domínio do inglês como o vosso amigo Inútil. Não sabia o que dizer mas deu para conseguir perceber que estava a perder uma noite impagável devido a dois falhanços à Isaías da minha parte...

 


Confesso que tenho três atenuantes a meu favor, que podem, de uma forma ou outra, ajudar a explicar este comportamento vergonhoso:

 

1) estava ligeiramente embriagado.

 

2) o ponto anterior levou-me a não formular ideias em inglês na perfeição.

 

3) nunca, em tempo algum na vida, esperaria apanhar uma borla daquelas.

 

Servirá isto de justificação?

Não sei.

Deixem-me só ir ali fustigar as costas mais três ou quatro vezes e já falamos.



publicado por Inútil às 23:01
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Sábado, 3 de Setembro de 2011
Breve Haiku Sazonal

Chove muito na rua


Mendigos banham-se forçosamente


Usarão champô?



publicado por Inútil às 17:30
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Segunda-feira, 15 de Agosto de 2011
E é por isto que tão depressa um artista português não irá ganhar um grammy
Agora a sério... "José Malhoa is in da house"?!?
E que aldeia é esta, a de José Malhoa, onde naquela noite é só cu duro? Ficamos sem perceber onde é, só que há todo um surto de prisão de ventre a assolar os autóctones.
Poderemos intuir que essa mesma aldeia é algures na margem sul, pois mesmo no final, quando José Malhoa, num misto de emigrante vindo da Suíça com violador das moitas se oferece para dar boleia a uma pedestre, que o realizador do videoclip, inocentemente, tenta afastar da imagem de profissional do amor (sem sucesso), não deixa de ficar no ar a ideia que esta história se passa ali para os lados da recta da Coina.
Tudo isto acaba por resultar numa bonita imagem, própria de um arrebatador postal turístico, numa heterogénea ode ao amor e à obstipação, só estragada pelo conceito capilar de José Malhoa, que prova ser adepto da escola do "sou careca, mas se puxar o cabelo para a frente, pode ser que ninguém repare".
Não, José. As pessoas reparam. Reparam muito. E essa clareira na nuca à Frei Tuck não ajuda pevides.
Vai por mim, que eu sei.


publicado por Inútil às 19:38
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Domingo, 24 de Julho de 2011
O encalhado

Ele - Comporto-me como uma autêntica gaja nos casamentos.

Ela - Então? Choras na cerimónia?

Ele - Não, pergunto-me sempre quando é que chega a minha vez.




Sábado, 23 de Julho de 2011
Ainda a propósito do que disse atrás

Nolito pode ser o melhor reforço do Benfica, mas é também aquele que tem o nome mais abichanado.

Porque um Nolito não é um jogador de futebol profissional.

É uma actividade laboral de uma prostituta espanhola.

"Mira tio, quieres un Nolito? 30€.". Pimbas.



publicado por Inútil às 00:00
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Sexta-feira, 22 de Julho de 2011
Vamos lá tentar ressuscitar isto

E para o fazer, nada melhor que opinar sobre o defeso do Campeonato Nacional de Futebol deste ano.

Depois do descalabro da época passada, não havia muito que adivinhar.

O vitorioso Porto só precisava de um retoque, enquanto Benfica e Sporting estavam a precisar de uma pintura completa, com segunda demão incluída.

Começando pelo Porto, tudo indica que ou foi descoberto petróleo nos terrenos da antiga Torre das Antas ou as casas de alterne de Reinaldo Teles providenciam um laudo retorno financeiro.

25 milhões de euros gastos em transferência, com um passivo que ronda os 200 milhões é obra. Hulk, Falcão e Moutinho continuam de pedra e cal e Kléber promete ser reforço. São, à partida, o candidato provável à revalidação do título.

Já o Sporting, após terminar em 3º, a mais de 30 pontos do 1º classificado, resolveu optar pela purga dos aposentados.

Pedro Silva, Maniche (este era badocha, vale por dois), Pedro Mendes e companhia, tudo corrido à vassourada, mais seus respectivos salários macavencos. Reforçaram-se bem e com critério e isso vai-se reflectindo na pré-temporada. Muita atenção a Rubio, que o puto tem pinta de poder vir a ser craque.

Confesso que tenho fé nesta equipa.

Mas não para este ano.

Por último, o meu Benfica.

O caso mais bicudo, quiçá.

Contratações como se não houvesse amanhã e despedida inequívoca dos velhos símbolos do clube.

Moreira, Nuno Gomes e, ao que tudo aparenta, Luisão. Qualquer dia, Benfiquistas no Estádio da Luz, só mesmo os adeptos.

Em mais de dez reforços, há três ou quatro que lá vão enchendo o olho ou que, pelo menos, prometem vir a encher. Nolito foi de longe a melhor compra (a zero) e Bruno César o disparate do costume. Quase 6 milhões de euros por um gajo lento e arraçado de lontra são um desperdício de fundos.

Mas o pior é mesmo a construção da equipa.

Olhando para a equipa como os sabores de um gelado, Artur será a nata, a base por onde tudo começa, estável e segura. Luisão e Garay a baunilha, sabor rudimentar que pela magnificência da sua rudeza tanto acrescenta aos demais. Javi Garcia, o chocolate, sabor forte que invariavelmente trava os outros. Aimar é o morango, doce, clássico e com um sabor que teima em sobressair sobre os outros. Saviola é o pistáchio, sabor por vezes banal, por vezes exótico, depende muito da ligação que tem com os outros sabores. Todavia, sem ele os outros sabores perdem alguma da sua graça. Já Cardozo, esse é o limão, quase sempre azedo, mas de vez em quando com laivos de inspiração a transbordar frescura e um travo agradável.

O resto não passa de chocolate granulado e chantilly artificial, não só dispensáveis, como bem capazes de destoar do conjunto, assim como quem não quer a coisa.

Tudo boa gente com potencial mas igualmente capazes de muitos amargos de boca.

Em suma, três equipas candidatas, três plantéis medianamente equilibrados, uma história de intriga, vingança e sul-americanos a pontapé.

O campeonato começa daqui a duas semanas.

Por mim, começava amanhã.



publicado por Inútil às 23:43
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