Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
Dos apuramentos

O Prof. Queiroz lá conseguiu fazer o que lhe competia e apurou a sua pandilha de mercenários para o Mundial de futebol na África do Sul, depois de resultados menos positivos com colossos do futebol europeu como a Dinamarca e a Albânia.

Dizer que jogamos mal para ananases e que o Carlos Queiroz faz ali tanta falta como a fome começa a tornar-se repetitivo.

Posto isso, vou antes falar do golo com que a França se apurou para a mesma competição. Aquela mão do Henry faz a mão de Deus do Maradona parecer coisa de amador. A diferença é que em 1986 não existiam árbitros de baliza nem bolas com sensores. E isso leva-me a questionar o porquê destas evoluções nas regras do desporto rei. Quer dizer, se há mais atenção na fiscalização dos lances mas os erros são os mesmos então alguma coisa deve estar mal.

Gostava de ouvir a opinião do Presidente da UEFA quanto a isto, mas à luz dos acontecimentos recentes e sendo Platini francês, não estou a ver isso acontecer.

Se está mais que visto que quer sejam 2 ou 80 os árbitros em campo as asneiras continuam a acontecer, porque não passar antes a punir exemplarmente os jogadores causadores de infracções não sancionadas como esta? Seria totalmente descabido afastar o Henry por um ano da selecção gaulesa depois daquela mão intencional que afastou a Irlanda do Mundial?

Acho que não. E talvez fosse mais proveitoso que encher cada vez mais o relvado com gajos vesgos, vestidos de amarelo e de apitos na boca.



publicado por Inútil às 18:09
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Terça-feira, 17 de Novembro de 2009
That was it

Estreou aqui há tempos nas nossas salas de cinema o último legado de Michael Jackson ao mundo da 7ª arte, This Is It.

Ainda não vi, mas acho que posso dizer com segurança que ele morre no fim.

 



publicado por Inútil às 21:14
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Um breve desabafo

Apetece-me fazer-te mal. Não digo matar-te nem nada assim tão extremista. Só mesmo fazer de ti uma pessoa estropiada até ao último dos teus dias. Partir-te os bracinhos, osso por osso, esfolar-te com uma escova de arame e atirar-te com um alguidar de álcool para cima no fim. Fazer-te penar, mas devagar. Sovar-te a cara até à exaustão era coisa para levar o seu tempo. Com pausas a meio para beber uma cerveja fresca e levar um cigarro à boca. Apreciar o sabor do tabaco e a minha satisfação pessoal ao ver-te definhar no chão. Libertas o psicopata que há em mim e tenho que te dar valor por isso. É por isso que todo o mal que te faria seria com as minhas próprias mãos. Como forma de respeito até, quem sabe. Da mesma forma que este texto é uma espécie de exorcismo, também o seria arrancar-te os dedos à dentada e fazer um espanta-espíritos com eles. Ideias não me faltam, mas verdade seja dita nenhuma delas me agrada tanto como ficar por aqui e apagar-te das minhas memórias. Uma vidinha insignificante, monótona e sem sentido como a tua já deve ser castigo suficiente. E eis que por breves momentos, me sinto mais aliviado.




Domingo, 15 de Novembro de 2009
O Golorioso

Os Portugueses estão neste momento a viver uma avassaladora onda de alegria.

Bom... talvez não todos, mas pelo menos 6 milhões deles.

O Benfica está a jogar à bola como já não se via desde 1994 e a marcar golos como no tempo do Eusébio. E o povo está feliz.

Também eu estou feliz, mas não com o mesmo espírito de entusiasmo desenfreado.

O Benfica está a jogar um futebol bom e bonito, é verdade. Mas também é verdade que até agora ainda só apanhou o sabugo. Quando ganharmos em Alvalade ou conseguirmos inverter um resultado negativo no Dragão, aí sim, tudo bem, admito que temos hipótese.

Mas até lá vamos com calma. Ou acham mesmo que o Glorioso consegue aguentar este ritmo diabólico até Abril ou Maio? Estamos a falar de atletas, seres humanos, não super-homens. Que ainda vão perder um ou outro jogo até ao fim da época, pois nem todas as equipas podem ser corridas às 5 e 6 batatas. Resta saber se quando chegar a fase dos maus resultados, os adeptos que agora são católicos devotos, não vão dar uma de Pôncio Pilatos e pedir a cabeça de Jesus numa bandeja.

Estamos a jogar bem? Muito. Temos hipótese de ganhar o campeonato? Claro.

Mas é preciso não deixar que a expectativa de conquistar um título que nos foge há 5 anos se transforme noutra desilusão.

Posso estar a ser pessimista, mas se há coisa que o passado me ensinou é que com o Benfica tudo é possível. Tanto o melhor como o pior.

Mas daqui a 4 meses logo falamos. E aí logo vemos se tenho ou não razão.

 




...

Nunca te contei, mas tenho um vício terrível.

Sempre que vou no meu carro e estou quase a chegar a casa, nos últimos 50 metros, tiro o cinto de segurança. Talvez porque assim se torna mais fácil manobrar e conduzir o carro. Ou talvez porque me sinto seguro, me sinto já em casa e não tenho a necessidade de utilizar qualquer acessório que me dê mais amparo.

É assim que me fazes sentir. Seguro, tranquilo. Na tua presença, sinto-me em casa.

És os meus últimos 50 metros.




Sexta-feira, 13 de Novembro de 2009
Cash

Hurt

 

 



publicado por Inútil às 15:49
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Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
A virilidade do futebol

Se o futebol é coisa de homens, isso não sei.

O que sei é que esta amiga faz o Bruno Alves, o Paulinho Santos, o Fernando Couto e o Jorge Costa parecerem os quatro Telletubbies.

 

 




Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009
Uma questão de imaturidade XI

Ela: Então? Tás quase com 30 anos, pá!

Ele: Isso é uma forma desagradável de começar uma conversa...

Ela: Mas é verdade!

Ele: Pois... mas foi um bocado a seco. Estas conversas de café são como ir jantar fora. Não podes começar logo pelo prato principal, primeiro há as entradas. Perguntar como vai isso, falar do Benfica, etc...

Ela: Que chato.. Ok, ok, o teu Benfica este ano está forte!

Ele: É verdade! Acho que...

Ela: Estás quase com 30 anos, pá!

Ele: Ok... pois, pois estou.

Ela: E então, como te sentes?

Ele: Sei lá. Velho.

Ela: Sim, não estás a ir para novo.

Ele: Pôrra, que tu hoje és a rainha da simpatia...

Ela: Ai, que susceptível! Não sabia que este era um tema assim tão incómodo. É mais uma etapa da vida, só isso.

Ele: É capaz, sei lá... às vezes não ficas com a sensação que estás a ser deixada para trás?

Ela: Como assim?

Ele: Ao veres os nossos amigos, malta com quem crescemos, gente da nossa idade, a casar, irem morar juntos, terem filhos, terem uma vida nova? Sei lá, a fazer tudo aquilo de que nós falávamos quando éramos miúdos enquanto tu continuas na parte de falar e planear isso, sem perspectivas de o veres acontecer?

Ela: Claro que penso...

Ele: E não te sentes assim, deixada para trás?

Ela: Em parte. Mas não te sentes feliz pelos teus amigos, por esses que deram um passo em frente?

Ele: Claro que sim, se são meus amigos... Mas há sempre aquela ponta de inveja que um gajo não consegue controlar, não é?

Ela: Pois...

Ele: Aquilo de um gajo ficar para trás, quer dizer, eu sei que soa mal, mas é mais ou menos isso que sinto. As pessoas mudam, a vida muda. Gente com quem privavas quase diariamente passa a ser uma companhia para um café ocasional, muito de vez em quando.

Ela: Mas é assim que as coisas funcionam. Mais cedo ou mais tarde será assim contigo também.

Ele: Gostava de acreditar nisso, mas falta-me a fé.

Ela: Ser negativista não ajuda.

Ele: Queres andar comigo?

Ela: Não!

Ele: Vês? Não é uma questão de fé.

Ela: Parvo... tens de saber é procurar.

Ele: Estás a sugerir que eu vá à caça? Ao engate?

Ela: Isso já é contigo. Mas a não ser que sejas um velho milionário (e não és), nada te vai parar ao colo de mão beijada.

Ele: Só dificuldades.

Ela: Se fosse fácil, não tinha piada.

Ele: Piada... os ciganos casam-se porque são prometidos à nascença. Eliminam as burocracias e continuam a ser um povo que se diverte na mesma.

Ela: Epá... é escusado.

Ele: Pois, eu sei.




Domingo, 8 de Novembro de 2009
Balada sazonal

Batem leve, levemente

como quem chama por mim.

Será chuva? Será gente?

Gente não é certamente

e a chuva não bate assim.

Fui ver.

Era a gripe.




Segunda-feira, 14 de Setembro de 2009
A todos os casais

Esqueçam os preservativos, as pílulas e consultas de planeamento familiar. Não há método contraceptivo mais barato e eficaz que ir às compras para o Staples Office Center às 20h em dia de regresso às aulas.

Não acreditam? Experimentem. E depois digam-me como correu a vasectomia que foram fazer a seguir.




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